Coordenadora orienta responsáveis a observar mudanças de comportamento e buscar a rede pública de saúde quando necessário.
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O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) alertou durante as ações do Setembro Amarelo para o sofrimento emocional entre adolescentes, especialmente na faixa dos 14 aos 17 anos. A coordenadora Katiuscia Cristina Freitas da Silva afirmou que famílias, sociedade e serviços de saúde precisam estar atentos a situações de pressão e sofrimento nessa população.
Segundo Katiuscia, a proximidade dos pais e responsáveis e uma escuta acolhedora podem ajudar a perceber sinais que nem sempre são expressos de forma direta. A orientação é recuperar o diálogo dentro de casa e procurar atendimento na rede pública diante de mudanças persistentes no comportamento.
Sinais que devem ser levados a sério
De acordo com a coordenadora, isolamento, tristeza persistente, desânimo, perda de interesse por atividades habituais e afastamento dos estudos são manifestações que exigem atenção. Alterações no apetite e falas relacionadas à morte ou à falta de vontade de viver também devem ser consideradas sinais de alerta.
A profissional afirmou que muitas pessoas em sofrimento não conseguem falar abertamente sobre o que sentem por medo, vergonha ou dificuldade de pedir ajuda. Por isso, familiares e pessoas próximas devem ouvir com atenção e acolhimento, segundo ela.
Diálogo e convivência em casa
O CAPS aponta que pais e filhos podem permanecer distantes mesmo morando no mesmo ambiente, com a comunicação ocorrendo principalmente pelo celular. Para Katiuscia, conversas presenciais, refeições compartilhadas e períodos reservados para atividades em família podem fortalecer os vínculos.
O alerta também inclui adultos e idosos. Conforme o relato, solidão, isolamento e perda de vínculos sociais podem contribuir para o sofrimento emocional; entre idosos, a aposentadoria e a redução das atividades cotidianas podem estar associadas a sentimentos de abandono e solidão.
Onde buscar atendimento
A recomendação do CAPS é procurar um serviço de saúde mental quando houver sinais de sofrimento. As Estratégias de Saúde da Família funcionam como porta de entrada da rede pública, enquanto o CAPS oferece atendimento especializado conforme a necessidade de cada paciente.
Segundo a coordenadora, o serviço conta com equipe multidisciplinar, formada por profissionais de diferentes áreas, como médico, farmacêutico, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e educador físico. A unidade também tem profissionais envolvidos em oficinas terapêuticas e atividades de apoio.
O que a campanha reforça
A campanha deste ano da Associação Brasileira de Psiquiatria traz a mensagem: “Se precisar, peça ajuda. Escutar é estar presente.” Para o CAPS, pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e estar disponível para ouvir é uma forma de cuidado.
Com informações de rcn67.com.br.

