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Bebidas

Uso frequente de álcool pode agravar sintomas depressivos, alerta psicóloga

Psicóloga explica como o uso frequente de álcool pode afetar humor e sono e aponta sinais de consumo de risco.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
Ministério da Saúde
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Durante o Setembro Amarelo, especialista chama atenção para o uso da bebida como forma de lidar com emoções e problemas de sono.

O uso frequente ou excessivo de álcool pode agravar sintomas depressivos e ansiosos, além de prejudicar o sono. O alerta foi feito durante o Setembro Amarelo pela psicóloga Andreia Mann Silva, do Eco Medical Center, em Curitiba, em reportagem publicada em setembro de 2026.

Segundo a especialista, a bebida pode dar uma sensação passageira de alívio para quem enfrenta tristeza, ansiedade ou estresse. Quando a pessoa volta a beber para tentar afastar esse desconforto, o consumo pode se tornar parte de um ciclo que intensifica o sofrimento emocional.

O que mostram os dados

O Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, aponta que 20,4% dos adultos haviam consumido pelo menos seis doses de álcool em uma mesma ocasião. Esse padrão é classificado no levantamento como consumo excessivo. Em 2006, o índice era de 15,6%.

InfográficoConsumo excessivo de álcool

Percentual de adultos que consumiram ao menos seis doses em uma ocasião

20,4%
Adultos em 2025Ao menos seis doses em uma ocasião
  • 20,4%Adultos em 2025Consumo excessivo em uma ocasião
  • 15,6%Adultos em 2006Mesmo padrão de consumo
  • seis dosesLimite consideradoConsumidas em uma mesma ocasião
Fonte: Ministério da Saúde, Vigitel 2025Saúde em Família
AnoAdultos que consumiram ao menos seis doses em uma ocasião
200615,6%
202520,4%

Andreia explica que a exposição ao álcool entre adolescentes e jovens merece atenção porque funções ligadas à tomada de decisões e ao controle dos impulsos ainda estão em desenvolvimento. Ela ressalta que começar a beber cedo não significa necessariamente desenvolver um transtorno por uso de álcool, mas representa um fator de vulnerabilidade.

Quando a bebida vira sinal de alerta

Para a psicóloga, não basta observar quanto uma pessoa bebe: é preciso entender o papel da bebida em sua rotina. Usá-la como principal forma de enfrentar emoções difíceis é um sinal de que o padrão de consumo merece atenção. Outros sinais citados pela especialista incluem:

  • Aumento da quantidade ingerida ou dificuldade para controlar o consumo.
  • Necessidade de doses maiores para obter o mesmo efeito.
  • Lapsos de memória e prejuízos no trabalho ou nos estudos.
  • Conflitos familiares e perda de interesse por atividades antes valorizadas.

O álcool também pode interromper a continuidade do sono e reduzir sua qualidade, mesmo quando provoca relaxamento no início. De acordo com Andreia, o cansaço e a irritabilidade no dia seguinte podem levar a pessoa a recorrer novamente à bebida.

Como familiares podem ajudar

A psicóloga orienta familiares e amigos a conversar em um momento em que a pessoa esteja sóbria, sem julgamentos ou confrontos. A conversa pode partir de mudanças concretas que eles perceberam, com o objetivo de favorecer a busca por ajuda profissional, não de fazer um diagnóstico.

No contexto do Setembro Amarelo, Andreia também pede atenção a sofrimento emocional intenso, desesperança, isolamento, impulsividade e mudanças importantes de comportamento. Segundo ela, identificar cedo tanto o sofrimento quanto um padrão de consumo de risco amplia as possibilidades de cuidado.

Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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