Cinco unidades estão previstas até 2027; moradores questionam a escolha dos terrenos e o impacto nos bairros.
A instalação de novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no Distrito Federal enfrenta resistência de moradores das regiões escolhidas para receber as unidades. A Secretaria de Saúde prevê cinco novos centros até 2027 para ampliar a oferta de atendimento em saúde mental.
A oposição envolve preocupações com áreas de lazer, meio ambiente e segurança. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam também a falta de informação sobre o funcionamento dos Caps e o estigma contra quem procura tratamento.
Por que há resistência
Em Taguatinga, moradores questionam a destinação de um terreno que, segundo eles, ficou anos sem cuidados do poder público e passou a ser mantido pela comunidade. O professor de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília Frederico Flósculo defende audiências públicas para discutir decisões sobre esses espaços.
A subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Falcomer, afirma que memes sobre os Caps contribuem para estigmatizar as unidades e seus usuários. Pelo modelo de atendimento do Sistema Único de Saúde, os centros devem funcionar nos bairros para favorecer a reabilitação e a convivência dos pacientes com a comunidade.
Onde serão as unidades
Os cinco centros previstos pela Secretaria de Saúde ficam nas seguintes regiões:
Abertura realizada e etapas previstas para a expansão da rede
- julhoGamaUnidade entrou em funcionamento
- outubro deste anoRecanto das EmasInauguração prevista
- 2027Ceilândia e TaguatingaConclusão prevista
- 2027 a 2029Mais sete unidadesConstrução prevista, sujeita a recursos e terrenos
- Gama: unidade em funcionamento desde julho.
- Recanto das Emas: inauguração prevista para outubro deste ano.
- Ceilândia: conclusão prevista para 2027.
- Taguatinga: conclusão prevista para 2027.
- Guará: unidade prevista, sem data de conclusão informada na reportagem.
Segundo o Ministério da Saúde, o DF tinha 0,54 Caps por 100 mil habitantes em 2025. Com a abertura da unidade do Gama, passou de 18 para 19 centros, de acordo com o g1. A Secretaria de Saúde prevê ainda a construção de mais sete unidades entre 2027 e 2029, condicionada a recursos e terrenos adequados.
Como funciona o atendimento
Os Caps são serviços públicos para pessoas em intenso sofrimento psíquico. Oferecem acolhimento, acompanhamento por equipe multiprofissional e ações de reabilitação; o tratamento é voluntário. Para apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Com informações de g1.
Foto de capa: Governo do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

