No Colégio Marista Asa Sul, atendimento envolve enfermaria, orientação pedagógica e contato com a família.
No Colégio Marista Asa Sul, estudantes que apresentam sinais de ansiedade durante a rotina escolar são acompanhados pela equipe da instituição. Em períodos de prova, professores também usam exercícios de respiração para ajudar as turmas a desacelerar.
A orientadora pedagógica Andreia Campos Borba relatou as práticas em reportagem publicada em 26 de setembro de 2026. Segundo ela, o colégio busca identificar o que pode estar afetando o aluno, seja uma situação vivida na escola ou fora dela.
Sinais que pedem atenção
O psicólogo Matheus Kaiser afirma que a principal pista é uma mudança em relação ao comportamento habitual do estudante. Entre os sinais que a equipe pode observar, ele cita:
- Apatia ou isolamento.
- Irritabilidade ou agitação.
- Choro ou sonolência.
A psicóloga infanto-juvenil Luisa Borges ressalta que sentir ansiedade antes de provas ou em situações de relacionamento pode ser normal. Para ela, o alerta surge quando isso passa a prejudicar a rotina do aluno, como em crises durante as aulas.
Como funciona o atendimento
Segundo Andreia, um estudante em crise é encaminhado primeiro à enfermaria para avaliação. A equipe de assistência ao aluno e a orientação são acionadas, e a família recebe a informação. Dependendo do caso, a escola pode procurar o profissional de saúde que já acompanha o estudante.
Fluxo descrito pela orientação pedagógica do Colégio Marista Asa Sul
- 1Avaliar o estudanteEncaminhamento inicial à enfermaria
- 2Acionar a equipeAssistência ao aluno e orientação
- 3Comunicar a famíliaInformar sobre a situação
- 4Investigar os gatilhosElaborar um plano de ação
Depois do atendimento imediato, a instituição tenta compreender o que desencadeou a crise e elaborar um plano de ação. Andreia afirma que a escola ouve as pessoas envolvidas antes de definir como agir.
Escuta ao longo do ano
O colégio mantém uma aula semanal de interioridade, voltada à reflexão e ao autoconhecimento, e inclui psicólogos em atividades com as turmas. Professores também se reúnem semanalmente para conversar sobre situações observadas entre os alunos.
Kaiser defende que o cuidado com a saúde mental seja contínuo, sem esperar por uma crise. Luisa cita medidas que podem ajudar no cotidiano escolar, como oferecer água ou permitir que um aluno mais sensível faça uma pausa para ir ao banheiro.
Com informações de correiobraziliense.com.br.

