Orientações para famílias e educadores indicam quando conversar, buscar ajuda profissional ou procurar uma emergência.
Mudanças persistentes de humor, comportamento, rotina ou relações podem indicar sofrimento em crianças e adolescentes. Falas de desesperança, despedida ou referências à morte também exigem atenção, segundo orientações adaptadas de materiais do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, publicadas em 26 de setembro.
As orientações são dirigidas a pais e educadores que percebem esses sinais, inclusive no uso da internet. Um comportamento isolado não permite concluir que há risco de suicídio, mas sinais intensos, persistentes ou combinados pedem atenção.
Sinais no comportamento e na internet
Além das mudanças na rotina, é preciso observar o que a criança ou o adolescente diz e compartilha. Entre os sinais descritos nos materiais estão:
- Falas de autodesvalorização ou de que gostaria de desaparecer.
- Publicações ou mensagens sobre morte, autolesão ou desesperança.
- Busca frequente por conteúdos ligados ao suicídio ou à autolesão.
- Isolamento repentino ou mudança na forma de interagir online.
- Aumento brusco do uso da internet, especialmente de madrugada.
Nervosismo excessivo ao ficar longe do celular também aparece nas orientações. Nenhum desses sinais, sozinho, confirma que o jovem pensa em suicídio.
Como conversar e agir
O primeiro passo indicado é perguntar diretamente como a criança ou o adolescente está e ouvir a resposta sem julgamento. Se houver preocupação, pais ou educadores podem perguntar se o jovem tem pensado em se machucar ou morrer, sem minimizar o que ele relata nem pressioná-lo a falar imediatamente.
Sinais persistentes de sofrimento justificam a busca por ajuda profissional. Se houver relato de pensamentos ou planos de suicídio, a orientação é não prometer segredo; diante de uma situação de risco, o jovem deve permanecer acompanhado. Em caso de risco imediato, deve-se procurar atendimento de emergência.
Onde buscar ajuda
Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) pode orientar a família e fazer encaminhamentos. A rede pública também conta com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e, conforme a organização local, com serviços infantojuvenis (CAPSi).
Contatos citados nas orientações para famílias e educadores
- 188CVVApoio emocional gratuito
- 24 horasDisponibilidade do CVVAtendimento por telefone
- 193Corpo de BombeirosEmergências que exijam resgate
- 190Polícia MilitarEmergências com risco imediato
- CVV — 188: atendimento gratuito, 24 horas, e pela internet em cvv.org.br.
- Pronto-socorro ou unidade de emergência: atendimento em situações de crise ou risco imediato.
- Corpo de Bombeiros — 193: emergências que exijam resgate ou atendimento imediato.
- Polícia Militar — 190: emergências com risco imediato.
O Instituto Vita Alere oferece materiais informativos e grupos de apoio a familiares de pessoas com ideação suicida. As orientações também alertam que retirar completamente o acesso à internet não deve ser a única resposta a um problema ocorrido no ambiente digital.
Com informações de eshoje.com.br, dm.com.br.
Foto de capa: U.S. Army photo by Candy C Knight/Wikimedia Commons (Public domain)

