Conitec vai avaliar o pedido após ter recomendado, em agosto, a não incorporação de dois princípios ativos.
O Ministério da Saúde pediu à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), na quinta-feira, a inclusão de canetas emagrecedoras entre os medicamentos oferecidos pelo SUS. A pasta justificou o pedido com o aumento da obesidade e do excesso de peso entre adultos no Brasil.
A solicitação não significa que os medicamentos já estejam disponíveis na rede pública. Em agosto, a Conitec havia recomendado não incorporar a liraglutida e a semaglutida por causa do impacto estimado no orçamento do SUS.
O que mostram os dados
Dados do Vigitel citados pelo Ministério da Saúde mostram aumento da obesidade, do excesso de peso e dos diagnósticos de diabetes informados por adultos entre 2006 e 2024. No caso do diabetes, o levantamento considera pessoas que relataram ter recebido o diagnóstico de um profissional de saúde.
Percentuais registrados em 2006 e 2024
- ObesidadeAdultos11,8%25,7%
- Excesso de pesoAdultos42,6%62,6%
- Diabetes autorreferidoDiagnóstico informado por adultos5,5%12,9%
| Indicador entre adultos | 2006 | 2024 |
|---|---|---|
| Obesidade | 11,8% | 25,7% |
| Excesso de peso | 42,6% | 62,6% |
| Diagnóstico de diabetes autorreferido | 5,5% | 12,9% |
Preço e avaliação anterior
A recomendação contrária à incorporação da liraglutida e da semaglutida, feita em agosto, levou em conta um impacto financeiro estimado em aproximadamente R$ 8 bilhões por ano para o SUS. No novo pedido, o ministério afirma que houve redução de até 70% no preço desses produtos e cita o desenvolvimento de similares nacionais em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a pasta, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, das quais 14 em 2026. O ministério atribui a queda dos preços no varejo à ampliação da concorrência, mas o pedido ainda depende da avaliação da Conitec.
O que falta para chegar ao SUS
A Conitec deverá analisar a solicitação de incorporação. O Ministério da Saúde afirma que, caso os medicamentos passem a ser oferecidos pelo SUS, haverá uma seleção de pacientes com indicação médica para o tratamento.
Com informações de correiobraziliense.com.br.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

