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Ministério da Saúde debate negociação de preços do SUS com órgão britânico

Ministério da Saúde e NICE discutem, em Brasília, modelos de avaliação de tecnologias e negociação de preços para o SUS.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
Ministério da Saúde (Brasil)
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Oficina em Brasília reuniu equipes brasileiras e do NICE para discutir formas de usar avaliações técnicas nas negociações.

Representantes do Ministério da Saúde e do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido, participaram nesta semana, em Brasília, de uma oficina sobre incorporação de tecnologias e negociação de preços no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa discutiu referências do modelo britânico que podem ser aplicadas no Brasil.

O encontro foi organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério e faz parte da cooperação estabelecida com o NICE em dezembro de 2025. A proposta é aprimorar a avaliação de tecnologias em saúde e aproveitar esse trabalho técnico nas conversas sobre valores cobrados por fornecedores.

Avaliação técnica e definição de preços

No Brasil, os processos analisados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) já consideram eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto no orçamento. A Secretaria-Executiva da comissão é exercida pelo Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde, que participou das discussões.

Segundo o Ministério da Saúde, a troca com os britânicos busca ampliar o uso dessas evidências na formação de preços. O debate também envolve o comitê de negociação de preços do SUS, criado recentemente.

No Reino Unido, a avaliação feita pelo NICE sobre os benefícios clínicos e econômicos de uma tecnologia serve de base para acordos com empresas. Brad Groves, diretor do NICE Advice, afirmou que a integração entre o instituto e o sistema público inglês foi construída ao longo de anos de colaboração.

Simulações trataram de contratos

A programação teve dois dias de atividades. No primeiro, os participantes debateram como selecionar temas para negociação, os marcos regulatórios, os períodos adequados para as tratativas e possíveis entraves nas conversas com fornecedores.

InfográficoDados da cooperação técnica

Pontos citados pelo Ministério da Saúde sobre a oficina com o NICE.

dois dias
Duração da oficinaatividades em Brasília
  • dois diasDuração da oficinaatividades em Brasília
  • dezembro de 2025Cooperação firmadaacordo com o NICE
  • mais de 25 anosExperiência do NICEem avaliação de tecnologias
Fonte: Ministério da SaúdeSaúde em Família

O segundo dia foi destinado à elaboração de modelos e à aplicação prática das estratégias. Para David Thompson, diretor associado da equipe comercial do NICE, os contratos de desconto precisam ser planejados de forma que possam ser avaliados e comprovem custo-efetividade.

Luciene Bonan, diretora do departamento brasileiro, informou que a oficina combinou conteúdo técnico e exercícios de simulação. De acordo com ela, as atividades contribuíram para aperfeiçoar as ações conduzidas pelo Ministério da Saúde.

Próximos passos no SUS

A cooperação não anuncia a incorporação imediata de uma tecnologia nem a mudança de preços de medicamentos ou tratamentos. O foco do encontro, segundo o ministério, foi compartilhar experiências para qualificar os processos de avaliação e negociação ligados ao acesso de pacientes no SUS.

Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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