Tecnologia da Philips combina imagens de ecocardiograma e raio-X para orientar médicos em procedimentos menos invasivos.
Uma tecnologia de inteligência artificial da Philips foi usada para orientar médicos durante um procedimento de reparo de válvula cardíaca por cateter no Hospital St. Antonius, em Amsterdã, na Holanda. O sistema reúne imagens de ecocardiograma e raio-X para indicar, em tela, a posição e a rota do dispositivo dentro do coração.
O recurso busca reduzir a necessidade de abertura do tórax em pacientes com vazamento nas válvulas mitral ou tricúspide. Segundo a reportagem do UOL, o procedimento é feito com a entrada de um cateter por um pequeno acesso na virilha e pode permitir alta no dia seguinte.
Como a IA orienta o procedimento
O equipamento, chamado Device Guidance, funciona em conjunto com o software EchoNavigator. Enquanto o coração é acompanhado por exames de imagem, a tecnologia identifica automaticamente o implante e informa se suas garras estão abertas ou fechadas.

Na tela, uma linha indica a rota planejada e outra mostra a trajetória do cateter. A equipe usa essas referências para levar o implante até a válvula e aproximar suas estruturas, ajudando no fechamento durante o bombeamento do sangue.
O procedimento exige a atuação de cardiologista intervencionista, especialista em imagem, cirurgião e enfermeiro. De acordo com Martis Vans, cardiologista do Hospital St. Antonius, as imagens são necessárias porque a equipe não vê diretamente o interior do tórax durante a intervenção.
O problema das válvulas cardíacas
Quando as válvulas mitral ou tricúspide não fecham de forma adequada, parte do sangue retorna em vez de seguir seu fluxo esperado. A condição, chamada regurgitação valvar, pode provocar sobrecarga e dilatação das câmaras cardíacas e, com o tempo, evoluir para insuficiência cardíaca, segundo a reportagem.
Números citados pela reportagem sobre a condição e o tratamento.
- 1 em cada 10Acima de 75 anosvazamento mitral ou tricúspide
- 2,5%Países industrializadospopulação afetada
- dia seguinteAlta após catetersegundo a reportagem
Entre os sintomas citados estão falta de ar, tontura, pressão baixa e inchaço nas pernas. O UOL informou que o problema atinge uma em cada dez pessoas acima de 75 anos e 2,5% da população de países industrializados.
A reportagem aponta que parte dos pacientes deixa de receber tratamento porque a cirurgia convencional de peito aberto pode representar risco maior para pessoas idosas ou fragilizadas. A proposta da tecnologia é dar mais precisão à navegação do cateter em uma área com estruturas sensíveis, sem substituir a decisão dos profissionais.
O que muda no atendimento
Segundo o UOL, a alternativa por cateter pode encurtar a recuperação, que na cirurgia aberta pode envolver semanas ou meses de internação. No caso acompanhado pela reportagem, o paciente tinha 81 anos e apresentava uma válvula mitral muito distendida.
A tecnologia foi apresentada como uma ferramenta de apoio à equipe médica. A indicação do procedimento e a escolha do tratamento dependem da avaliação clínica de cada paciente.
Com informações de UOL.
Foto de capa: Philips/Wikimedia Commons (Public domain)

