Manifestantes pediram diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde e criticaram terceirizações na atenção primária.
Um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) reuniu sindicatos, conselheiros e outras entidades na tarde de 23 de setembro, em frente à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. A mobilização foi convocada pelo Coletivo em Defesa do SUS e pelo Conselho Municipal de Saúde.
Os participantes cobraram a reestatização dos serviços de saúde e criticaram a terceirização na rede municipal. Também buscavam a retomada do diálogo entre a secretaria e o Conselho Municipal de Saúde, segundo o Sintrajufe/RS.
Críticas à terceirização
De acordo com representantes das entidades que participaram do ato, a terceirização alcançou 96% dos postos de saúde de Porto Alegre. Eles relacionaram esse modelo à redução salarial e à piora das condições de trabalho dos profissionais, além de problemas no atendimento à população.
Alberto Terres, integrante do Conselho Municipal de Saúde, afirmou que o secretário municipal Fernando Ritter deixou de comparecer às reuniões do colegiado. Ele criticou a gestão do prefeito Sebastião Melo (MDB) e disse que a atenção primária vive uma crise na cidade; essa é uma avaliação do representante do Conselho.
Integrantes do Sintrajufe/RS, da CUT/RS, do Simpa, do Sindisaúde, do Sindipetro, do Sindipolo e do Sindsepe/RS também se manifestaram. As entidades defenderam que a saúde pública não seja tratada como fonte de lucro e associaram as terceirizações à precarização do trabalho e dos serviços.
Tentativa de diálogo na secretaria
Representantes do ato entraram no prédio da Secretaria Municipal de Saúde para tentar conversar com integrantes do órgão, mas foram impedidos de subir, informou o Sintrajufe/RS. A atividade teve cartazes e palavras de ordem em defesa de um SUS público, estatal, universal e gratuito.
Marcelo Carlini, diretor do sindicato, defendeu a melhoria da rede pública sem transferência dos serviços ao setor privado. Cristina Viana, também diretora da entidade, afirmou que a reestatização e a realização de concursos públicos são medidas necessárias para preencher vagas de trabalho.
O que os organizadores pedem
As reivindicações apresentadas no ato incluem:
- retomada da participação do secretário nas reuniões do Conselho Municipal de Saúde;
- reestatização dos serviços de saúde terceirizados;
- realização de concursos públicos para provimento de vagas.
Segundo os organizadores, essas medidas buscam fortalecer o atendimento público na capital gaúcha.
Com informações de sintrajufe.org.br.
Foto de capa: TimBray/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

