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Ministério pede inclusão de canetas para obesidade no SUS

Ministério da Saúde pediu à Conitec avaliação para incluir canetas de GLP-1 contra obesidade no SUS; decisão ainda depende de análise.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
Ministério pede inclusão de canetas para obesidade no SUS
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Conitec deverá avaliar medicamentos à base de GLP-1; eventual oferta dependerá de parecer e consulta pública.

O Ministério da Saúde protocolou em 24 de setembro um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avalie a entrada de canetas emagrecedoras, baseadas em GLP-1, na rede pública. A solicitação é voltada ao tratamento de pacientes com obesidade.

O pedido não significa que os medicamentos já serão distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. Segundo o ministério, a Conitec ainda fará a análise técnica e, após a divulgação de um parecer, haverá consulta pública antes de uma decisão final sobre a incorporação.

O que está sendo avaliado

De acordo com o Ministério da Saúde, uma eventual inclusão será acompanhada de critérios de acesso. A proposta prevê uso nos casos em que o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes à saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos mais complexos.

O pedido do ministério trata de medicamentos baseados em GLP-1 para pacientes com obesidade.
O pedido do ministério trata de medicamentos baseados em GLP-1 para pacientes com obesidade. — Imagem ilustrativa

A pasta informou que a obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7% em 2024. Para o governo, o aumento reforça a necessidade de acompanhamento e tratamento por períodos longos.

Preços e registros no país

O ministério afirmou que a concorrência reduziu em 70% os custos desses produtos no Brasil em menos de um ano. Em agosto, a Conitec havia rejeitado a inclusão das canetas, citando o alto impacto financeiro, mas a pasta sustenta que as condições mudaram desde então.

InfográficoDados citados pelo ministério

Indicadores e registros usados no pedido à Conitec.

25,7%
Obesidade em 2024prevalência informada pela pasta
  • 11,8%Obesidade em 2006
  • 25,7%Obesidade em 2024
  • 70%Redução de custosem menos de um ano
  • 25Canetas registradasno país
  • 14Registros em 2026
Fonte: Ministério da SaúdeSaúde em Família

Segundo o governo, há 25 canetas emagrecedoras registradas no país, das quais 14 obtiveram registro em 2026. O Ministério da Saúde cita versões nacionais e genéricas entre os produtos disponíveis e diz que novos registros são esperados.

Em agenda em Minas Gerais na semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o uso no SUS, se aprovado, será feito de forma responsável. Ele também mencionou que produtos antes vendidos entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil passaram a custar de R$ 300 a R$ 400 nas farmácias.

Próximos passos

A Conitec é o órgão responsável por avaliar a criação ou mudança de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas no SUS. Depois da consulta pública, as contribuições serão reunidas em relatórios técnicos para análise do colegiado, que emitirá a recomendação sobre a tecnologia.

A decisão de incorporar ou não os medicamentos caberá ao Ministério da Saúde após essas etapas. A pasta citou uma diretriz da Organização Mundial da Saúde sobre terapias com GLP-1 para tratamento de longo prazo da obesidade e alertou que a falta de políticas específicas pode ampliar desigualdades de acesso.

Foto de capa: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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