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Dicas de Saúde

Exames de rastreamento ajudam a identificar cinco tipos de câncer

Saiba quais exames são usados no rastreamento de câncer de mama, próstata, intestino, colo do útero e pulmão.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 3 min de leitura
Exames de rastreamento ajudam a identificar cinco tipos de câncer
Foto: Linda LaBonte Britt/Wikimedia Commons (Public domain)
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Indicações variam conforme idade, histórico familiar, tabagismo e orientação de profissionais de saúde.

O rastreamento pode encontrar alguns tumores antes de sintomas surgirem, o que permite iniciar o tratamento mais cedo, segundo o oncologista Henry Najman, da Oncologia D’Or do Rio de Janeiro. A estratégia é voltada principalmente a pessoas sem sinais da doença e deve considerar idade e fatores de risco.

Para câncer de mama, próstata, cólon e reto, colo do útero e pulmão, os exames e os públicos indicados não são os mesmos. Há também diferenças entre recomendações de sociedades médicas e a orientação adotada pelo Ministério da Saúde no SUS.

Exames conforme o tipo de câncer

A mamografia é usada no rastreamento do câncer de mama. Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e Febrasgo defendem o exame anual para mulheres sem sintomas a partir dos 40 anos; no SUS, a mamografia é indicada a cada dois anos dos 50 aos 74 anos, enquanto mulheres de 40 a 49 podem fazê-la após solicitação e decisão compartilhada com o profissional de saúde.

No câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos conversem com um profissional sobre a avaliação anual, que pode incluir PSA no sangue e toque retal. Para homens negros, pessoas com obesidade ou histórico familiar, essa conversa pode começar aos 45 anos.

A colonoscopia identifica lesões no intestino e pode remover pólipos com potencial de se transformar em câncer. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva indica o início do rastreamento aos 45 anos, enquanto o Ministério da Saúde adotou o Teste Imunoquímico Fecal, feito com amostra de fezes, para pessoas a partir dos 50 anos.

Colo do útero e pulmão

Desde 2024, o Ministério da Saúde incorporou ao SUS o teste de DNA-HPV oncogênico, que procura o material genético do vírus e está sendo implantado gradualmente como método principal de rastreamento do câncer do colo do útero. A coleta é semelhante à do Papanicolau, e a citologia segue presente na rotina de acompanhamento.

Sociedades médicas recomendam tomografia de baixa dose para parte das pessoas com histórico de tabagismo.
Sociedades médicas recomendam tomografia de baixa dose para parte das pessoas com histórico de tabagismo. — Foto: Ptrump16/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A vacinação contra o HPV também integra a prevenção. Segundo a fonte, a infecção persistente pelo vírus está ligada a mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero e pode estar relacionada a tumores no canal anal, vulva, vagina, pênis e orofaringe.

Para pessoas entre 50 e 80 anos que fumam ou pararam há menos de 15 anos, sociedades médicas brasileiras passaram a recomendar, desde 2024, tomografia de tórax de baixa dose uma vez por ano quando há histórico de pelo menos 20 maços-ano. Esse cálculo combina a quantidade de maços fumados por dia com o número de anos de tabagismo.

Estimativas para 2026

O Instituto Nacional de Câncer estima novos casos para quatro dos tumores citados. O câncer de mama é o mais incidente entre mulheres brasileiras, sem considerar o câncer de pele não melanoma; entre homens, nessa mesma comparação, o de próstata é o mais frequente.

InfográficoEstimativas de novos casos em 2026

Previsões do Inca para quatro tipos de câncer.

  • Mama78.610
    novos casos
  • Próstata77.920
    novos casos
  • Cólon e reto53.810
    novos casos
  • Colo do útero19.310
    novos casos
Fonte: Instituto Nacional de CâncerSaúde em Família
Tipo de câncerEstimativa de novos casos em 2026
Mama78.610
Próstata77.920
Cólon e reto53.810
Colo do útero19.310

Quando a investigação é outra

O rastreamento não substitui a avaliação de sintomas. Tosse persistente, falta de ar, dor no peito, cansaço, sangue no escarro e perda de peso podem ocorrer no câncer de pulmão, mas a fonte informa que, diante de sinais suspeitos, a investigação médica segue outro caminho e pode exigir exames específicos.

A continuidade e a frequência dos testes devem ser definidas individualmente com profissionais de saúde. No caso da próstata, por exemplo, a decisão de manter os exames após os 70 anos também depende das características de cada paciente.

Foto de capa: Linda LaBonte Britt/Wikimedia Commons (Public domain)

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