Ministério da Saúde prevê que os novos tratamentos beneficiem mais de 116 mil pacientes no país.
O tratamento do câncer pelo SUS passou a contar com nove medicamentos no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Pernambuco, a partir de 20 de outubro de 2026. Segundo o Ministério da Saúde, os remédios têm 13 indicações de uso e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes no país.
O anúncio foi feito pelo secretário de Atenção Especializada do ministério, Mozart Sales, em uma reunião com representantes de centros de tratamento oncológico. De acordo com ele, a oferta dos medicamentos nos hospitais pode reduzir a espera de pacientes que antes precisavam recorrer à Justiça para obtê-los gratuitamente.
Como funciona o tratamento do câncer
O tratamento do câncer depende do tipo de tumor e da extensão da doença. Ele pode combinar cirurgia, radioterapia, quimioterapia e medicamentos dirigidos a características do tumor, conforme descrito no material de referência sobre a doença.
Segundo o Ministério da Saúde, a indicação dos novos medicamentos também considera o estágio do câncer e o perfil do paciente. Isso significa que um remédio usado para determinado tipo de tumor não é indicado, necessariamente, para todas as pessoas com esse diagnóstico.
Quais medicamentos foram citados para o câncer de mama
O Ministério da Saúde citou o abemaciclibe para casos específicos de câncer de mama precoce ou avançado. O Imip também relatou o uso de trastuzumabe entansina por uma paciente em tratamento da doença.
A paciente, Maria dos Milagres Oliveira, contou que já havia recebido sete aplicações de trastuzumabe entansina. As fontes não trazem os critérios completos de indicação desse medicamento nem identificam, em uma lista única, todos os nove remédios anunciados.
E para câncer de próstata e de pulmão?
Entre os medicamentos mencionados está a abiraterona, indicada para determinados casos de câncer de próstata, conforme a resposta à hormonioterapia e a presença de metástase. Para câncer de pulmão de não pequenas células, o Ministério da Saúde citou o gefitinibe como tratamento de primeira linha.
As indicações divulgadas são específicas. O diagnóstico de câncer de próstata ou de pulmão, por si só, não determina o uso desses remédios.
Que outros tratamentos foram mencionados?
As informações divulgadas também citam medicamentos para tumores do estômago, da tireoide e do rim, além de doenças do sangue. Entre as indicações apresentadas pelo Ministério da Saúde estão:
- Trastuzumabe para câncer de estômago ou da junção esofagogástrica;
- Rituximabe para leucemia linfocítica crônica e determinados linfomas;
- Alfatirotropina para câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
- Sunitinibe para câncer de rim de células claras metastático e para GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
Quando os medicamentos estarão disponíveis pelo SUS?
No Imip, a oferta dos nove medicamentos começou em 20 de outubro de 2026. Representantes de outros 19 centros de tratamento oncológico participaram do anúncio e, segundo a reportagem do Diário de Pernambuco, esses serviços também irão oferecê-los; as fontes não informam uma data de início para cada centro.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde em outubro de 2026
- 13Indicações de usoPara diferentes tratamentos oncológicos
- mais de 116 milPacientes previstosEstimativa para o país
- 23Meta até fim de 2026Novos medicamentos oncológicos no SUS
- 35%Expansão previstaNas alternativas da rede pública
O Ministério da Saúde afirmou que espera chegar a 23 novos medicamentos oncológicos até o fim de 2026, o que ampliaria em 35% as alternativas na rede pública. Trata-se de uma previsão, não de uma confirmação de que todos já estejam disponíveis.
Foto de capa: Lais Castro/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

