Paciente de 62 anos foi transferida para Cuiabá após decisão que determinou atendimento especializado.
Uma mulher de 62 anos foi transferida para o Hospital H-Bento, em Cuiabá, no fim da tarde de 19 de outubro de 2026, após uma decisão judicial obtida pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso. Vítima de agressão, ela precisava de avaliação especializada e de cirurgia para tratar fraturas no rosto.
A paciente mora na zona rural de Terra Nova do Norte. Segundo a Defensoria, não havia vaga para o atendimento especializado solicitado pela rede pública, e ela não tinha condições de pagar pelo procedimento. O caso de violência contra idosos chegou à Justiça diante do risco de agravamento das lesões com a demora no tratamento.
Que tratamento foi indicado para a idosa
A paciente precisava de avaliação por um especialista em cirurgia bucomaxilofacial e de um procedimento para corrigir as fraturas, conforme os documentos apresentados pela Defensoria. Ela havia sido atendida no Hospital Municipal de Terra Nova do Norte em 28 de setembro de 2026, depois da agressão, e um exame identificou fraturas em diferentes ossos da face.
A mulher voltou ao hospital em 14 de outubro, com dor de cabeça, tontura, dificuldade para mastigar e inchaço no rosto. De acordo com a Defensoria, o pedido de transferência recebeu classificação de urgência no sistema de regulação, mas não havia vaga disponível para o atendimento especializado.
Como a Justiça garantiu o atendimento
A Defensoria ajuizou a ação em 15 de outubro, e a decisão favorável saiu em 16 de outubro de 2026. O juiz substituto Iorran Oliveira determinou que o Estado de Mato Grosso transferisse a paciente para uma unidade especializada em cirurgia bucomaxilofacial em até 24 horas após a intimação.
Datas informadas nos documentos apresentados pela Defensoria
- 28 de setembro de 2026Primeiro atendimentoAtendimento no hospital municipal
- 14 de outubroNova internaçãoPaciente voltou ao hospital
- 15 de outubroAção judicialDefensoria pediu atendimento especializado
A decisão também previu o custeio do tratamento na rede privada se não houvesse vaga pelo SUS em tempo adequado às necessidades clínicas da paciente. Exames, internações e outros procedimentos necessários foram incluídos na determinação; o município de Terra Nova do Norte ficou responsável pelo transporte da mulher e de um acompanhante.
O que é violência contra idosos
A Organização Mundial da Saúde define violência contra a pessoa idosa como uma ação, ou a falta de uma ação adequada, que cause dano ou sofrimento em uma relação na qual exista expectativa de confiança. Essa relação pode envolver, por exemplo, familiares, amigos, vizinhos ou cuidadores.
A definição ajuda a distinguir o abuso praticado em uma relação de confiança de outros crimes contra pessoas idosas. O material divulgado sobre o caso de Mato Grosso não informa qual era a relação entre a paciente e a pessoa apontada como responsável pela agressão.
Quais são os tipos e sinais de violência contra idosos
A violência contra idosos pode assumir formas diferentes, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os sinais variam conforme o tipo de abuso:
- Violência física: pode deixar hematomas, marcas no corpo ou ossos quebrados.
- Violência psicológica: pode envolver humilhação e coerção, além de mudanças no comportamento da pessoa idosa.
- Violência financeira: pode aparecer em saques significativos, contas não pagas ou desaparecimento de dinheiro e pertences.
- Negligência: envolve a privação de cuidados, como tratamento médico, alimentos ou medicamentos essenciais.
Esses sinais são referências gerais e não descrevem, por si só, o que ocorreu com a paciente de Mato Grosso. No caso dela, a fonte relata uma agressão física e a necessidade de tratamento para as fraturas.
Foto de capa: Mateus Hidalgo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.5 br)

