Oferta começa em 20 centros; Ministério da Saúde prevê ampliar a distribuição até o fim de 2026.
O Ministério da Saúde começou a ofertar nove novos medicamentos para tratamento de câncer pelo SUS na semana de 20 de outubro de 2026. A distribuição inicial alcança 20 centros oncológicos em diferentes regiões do Brasil e, segundo a pasta, deve atender toda a demanda por esses produtos.
Os remédios têm indicações para 13 tratamentos e podem beneficiar mais de 116 mil pessoas, de acordo com o ministério. A escolha do medicamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das características de cada paciente.
Quando os novos medicamentos chegam aos centros do SUS
A oferta começa em 20 centros, com previsão de chegar aos demais até o fim de 2026, segundo o Ministério da Saúde. As unidades dessa primeira etapa ficam em 16 estados e no Distrito Federal; a pasta não informou, no material divulgado, quais são os centros.
Dados da primeira etapa de oferta dos medicamentos
- 13Indicações de tratamento
- mais de 116 milPessoas beneficiadas
- 20Centros na primeira etapa
- R$ 155,4 milhõesCusto anual de aquisição
O custo anual previsto para a compra dos nove produtos é de R$ 155,4 milhões. O ministério também planeja disponibilizar 23 novos fármacos oncológicos até o fim de 2026, por meio de compras diretas, negociações para aquisição pelos estados e ampliação de repasses aos serviços de câncer do SUS.
Quais tipos de câncer têm medicamentos incluídos
A relação divulgada pelo Ministério da Saúde apresenta sete dos nove medicamentos da nova oferta e suas indicações. Ela inclui tratamentos para tumores de mama, próstata, pulmão, estômago, tireoide e rim, além de alguns cânceres do sangue e do sistema linfático.
| Medicamento | Indicação informada pelo ministério |
|---|---|
| Trastuzumabe | Câncer de estômago ou da junção entre esôfago e estômago |
| Abemaciclibe | Câncer de mama precoce RH+, HER2- e com linfonodo comprometido |
| Rituximabe | Leucemia linfocítica crônica em primeira linha e determinados linfomas |
| Abiraterona | Câncer de próstata nas condições de resposta hormonal e metástase indicadas pela pasta |
| Gefitinibe | Câncer de pulmão de não pequenas células em primeira linha |
| TSH recombinante (alfatirotropina) | Câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo |
| Sunitinibe | Câncer de rim de células claras com metástase e GIST avançado ou metastático após falha do imatinibe |
Segundo o ministério, há indicações para uso após a cirurgia, mesmo quando não há tumor visível, com o objetivo de reduzir o risco de retorno da doença. A lista divulgada não permite concluir que todos os pacientes com esses diagnósticos receberão os novos remédios.
Como será o rastreamento do câncer de intestino
O SUS distribuirá 400 mil testes imunoquímicos fecais aos estados para rastrear o câncer colorretal, anunciou o ministro Alexandre Padilha. O exame será usado em homens e mulheres sem sintomas, de 50 a 75 anos, para identificar quem precisará fazer colonoscopia para confirmar um possível diagnóstico.
De acordo com o ministério, o teste tem precisão de 92%. A pasta não informou no material quando a distribuição começará.
O que muda para câncer de colo do útero e de pulmão
O SUS também está implementando o rastreamento do câncer de colo do útero com o teste DNA-HPV. Para amostras que apresentarem sinais de alerta, o ministério financiará uma análise complementar feita a partir da mesma coleta; o investimento anual previsto é de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes.
Outra medida anunciada é o custeio de cirurgias oncológicas por vídeo no tórax, usadas principalmente em casos de câncer de pulmão. Segundo o Ministério da Saúde, a técnica utiliza pequenas incisões e pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a operação.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

