Especialistas ouvidos por Zero Hora apontam alimentação, exames, atividade física, aprendizagem e relações sociais como frentes de cuidado.
A partir dos 50 anos, a adoção de hábitos voltados à saúde física e mental pode influenciar a forma como as pessoas chegam à velhice, segundo especialistas ouvidos pela série Envelhecer Bem, de Zero Hora, publicada em 24 de setembro de 2026.
A reportagem reúne cinco frentes de atenção para essa fase: alimentação, prevenção por exames, atividade física, estímulo cognitivo e convivência social. Os profissionais ressaltam que não há uma fórmula única para envelhecer bem.
Alimentação e saúde metabólica
A nutricionista Gisele Silveira afirmou que uma dieta equilibrada deve ter variedade de alimentos e vegetais, além de proteínas como carnes, ovos, queijos e iogurte. Segundo ela, esse grupo é essencial para a formação de massa muscular.
A reportagem também cita azeite, abacate e oleaginosas entre as fontes de gorduras consideradas boas. Esses alimentos são relacionados ao funcionamento cerebral e à manutenção de hormônios que começam a diminuir depois dos 50 anos.
A saúde metabólica, definida no material como a capacidade de usar e armazenar energia de forma equilibrada, exige atenção nessa idade. O acúmulo de gordura abdominal, ou gordura visceral, é apontado como fator de risco para hipertensão e diabetes.
Exames e movimento regular
Os exames de rotina são apresentados como uma das principais formas de prevenção de doenças. Para mulheres, a reportagem destaca a mamografia e o papanicolau; para homens, o exame voltado à prevenção do câncer de próstata.
Dados citados na reportagem sobre prevenção e massa muscular.
- 50 anosFase de atençãoFoco da reportagem
- 40 anosPerda muscularFica mais acentuada
- 1 vez por anoMamografiaRecomendação citada
- 1 vez por anoPróstataPrevenção citada
O educador físico Bruno Pereira Teixeira ressaltou a importância de preservar a massa muscular. De acordo com ele, a perda natural de músculos se torna mais acentuada depois dos 40 anos, enquanto o ganho fica mais difícil.
A musculação é indicada como aliada, inclusive com exercícios voltados ao equilíbrio para reduzir o risco de quedas no futuro. Pilates, hidroginástica, natação e caminhadas também podem fazer parte da rotina, desde que haja constância e redução do sedentarismo.
Aprendizagem e relações sociais
O chefe do serviço de geriatria da Santa Casa de Porto Alegre, Virgilio Olsen, disse que aprender continuamente ajuda a manter o sistema cognitivo em desenvolvimento e a formar uma reserva para compensar possíveis danos causados por alterações cerebrais degenerativas.
A psicóloga Samantha Sittart também defendeu que as pessoas se mantenham abertas a novos desafios e afirmou que a psicoterapia pode ser procurada em qualquer idade como forma de cuidar da saúde mental.
A convivência social completa a lista. Segundo os especialistas consultados, a falta de participação social é uma queixa frequente entre idosos, e manter amizades pode fazer diferença ao longo do envelhecimento.
Com informações de gauchazh.clicrbs.com.br.
Foto de capa: Senior Airman Racheal Watson/Wikimedia Commons (Public domain)

