Sono, atividade física, alimentação equilibrada e controle de condições cardiovasculares estão entre os fatores citados em reportagem sobre Alzheimer.
Não existe uma medida que garanta a prevenção do Alzheimer, mas sete hábitos podem contribuir para reduzir o risco ou adiar o declínio cognitivo, segundo reportagem publicada pelo UOL nesta quarta-feira (24). Idade, genética e outros fatores continuam a influenciar a ocorrência da doença.
A publicação reúne evidências sobre práticas ligadas à saúde cerebral: manter-se fisicamente ativo, dormir com qualidade, aprender, cultivar relações sociais, ter uma alimentação equilibrada, controlar fatores cardiovasculares e evitar o uso excessivo de álcool. Os efeitos estão associados a escolhas feitas ao longo da vida, e não a uma solução isolada.
Aprendizado, convívio e sono
Aprender algo fora da rotina, como um idioma, um instrumento ou uma atividade artística, pode ampliar a reserva cognitiva, conceito relacionado à capacidade de o cérebro lidar melhor com alterações do envelhecimento. A reportagem afirma que o ponto é sustentar uma vida intelectualmente ativa, sem transformar todo o tempo livre em treinamento.
Relações positivas também foram associadas à preservação da memória durante o envelhecimento em estudos da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. Já a solidão e o isolamento aparecem relacionados a maior risco de depressão, doenças cardiovasculares e demência.
Dormir bem integra esse conjunto porque o sono participa da reorganização cerebral e da eliminação de resíduos. De acordo com as pesquisas citadas pelo UOL, noites maldormidas favorecem o acúmulo de proteínas beta-amiloides, associadas ao Alzheimer.
Pressão, colesterol e atividade física
A saúde dos vasos sanguíneos influencia o cérebro, que precisa de circulação adequada para receber oxigênio e nutrientes. Por isso, a reportagem inclui o controle de condições cardiovasculares entre os cuidados relacionados ao risco de demência:
- Hipertensão;
- Colesterol elevado;
- Diabetes.
A prática regular de exercícios beneficia circulação, coração e metabolismo e está associada a menor risco de declínio cognitivo. Caminhada, musculação e ciclismo são modalidades mencionadas pela reportagem; um estudo citado, publicado na revista Neurobiology of Learning and Memory, relacionou a corrida à proteção da memória contra efeitos do estresse crônico no hipocampo.
O consumo intenso e crônico de álcool também exige atenção. Uma análise publicada no The Lancet Public Health, citada pelo UOL, associou essa prática a mais da metade dos casos de demência precoce.
Padrões alimentares estudados
As dietas mediterrânea e MIND são apontadas como padrões alimentares associados, em estudos observacionais, a menor risco de declínio cognitivo e Alzheimer. A MIND combina elementos da dieta mediterrânea e da DASH, voltada ao controle da hipertensão.
Elas dão prioridade a vegetais, frutas, grãos integrais, oleaginosas, azeite, aves e peixes. Em contrapartida, reduzem a presença de ultraprocessados, carnes vermelhas, doces e gorduras saturadas.
O que os hábitos podem fazer
Segundo a reportagem, essas medidas favorecem a saúde cerebral, mas não eliminam a influência da idade, da genética e de outros fatores. A proteção está ligada à combinação de cuidados, como sono adequado, vida social, aprendizado, alimentação e acompanhamento das condições cardiovasculares.
Com informações de UOL.
Foto de capa: Gauthier DELECROIX – 郭天 from Qingdao, China/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

