Especialista afirma que variedade no prato, sono e atividade física atuam juntos no bem-estar emocional.
A alimentação pode influenciar a maneira como as pessoas se sentem, segundo a nutricionista Adriana Kachani, parceira da A Tal Castanha. Em orientação publicada nesta quinta-feira (25), ela afirmou que uma dieta variada, com alimentos in natura e compostos bioativos, favorece a saúde intestinal e oferece nutrientes relevantes para o cérebro.
A especialista cita a associação apontada pela ciência entre padrões alimentares saudáveis e menor risco de sintomas de depressão e ansiedade. Ela ressalta, porém, que a alimentação não basta sozinha para garantir saúde mental ou bem-estar emocional.
O conjunto da alimentação
Entre os padrões mais estudados está a dieta mediterrânea, baseada em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, azeite, castanhas e peixes, com menor presença de ultraprocessados. Para Adriana Kachani, o efeito não depende de um ingrediente específico, mas do conjunto das escolhas feitas ao longo da rotina.
Segundo a nutricionista, diferentes nutrientes precisam atuar juntos para serem absorvidos e aproveitados pelo organismo. A presença de uma microbiota saudável também influencia esse processo.
Ela recomenda montar refeições com fontes de proteínas, alimentos que forneçam energia e itens ricos em fibras. Refeições coloridas, de acordo com a especialista, tendem a indicar a presença de diferentes compostos bioativos.
Sono e atividade física também entram na conta
A alimentação adequada deve ser combinada a outros hábitos, como dormir bem, praticar atividade física e beber água, afirmou a nutricionista. Esses fatores fazem parte do que ela chama de medicina do estilo de vida.
Estresse, cansaço e pouco tempo disponível podem favorecer a procura por opções prontas, como fast food, delivery e alimentos ultraprocessados. Para os dias mais corridos, Adriana sugere preparar refeições caseiras em maior quantidade, porcioná-las e congelá-las — técnica conhecida como batch cooking.
A especialista também orienta deixar mapeados restaurantes e pratos considerados mais saudáveis para momentos em que não for possível cozinhar. Ela defende que o prazer de comer seja preservado e afirma que açúcares e gorduras podem ter espaço na alimentação quando consumidos com proporção.
O que muda para a rotina
A recomendação apresentada pela nutricionista é priorizar variedade e reduzir ultraprocessados, sem tratar um alimento isolado como solução para longevidade ou equilíbrio emocional. Segundo ela, alimentação, sono, movimento e relações sociais funcionam de forma integrada.
Com informações de tribunapr.com.br.
Foto de capa: Viktorija N. Ivanov/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

