Camomila, lavanda, passiflora, valeriana e kava foram avaliadas em pesquisas, mas não têm efeitos equivalentes nem substituem tratamento individualizado.
Reportagens publicadas em 25 de setembro de 2026 apontam que camomila, lavanda, passiflora, valeriana e kava são estudadas por seu possível uso em sintomas de ansiedade. As evidências, porém, envolvem produtos, doses, períodos de acompanhamento e participantes diferentes, o que impede tratar as cinco plantas como alternativas equivalentes.
Segundo os textos, chás podem fazer parte de um ritual de descanso para algumas pessoas, mas não são suficientes, por si só, para tratar transtornos de ansiedade. Quando os sintomas prejudicam sono, trabalho ou relações, a orientação é buscar avaliação profissional em vez de substituir o cuidado por produtos herbais.
O que as pesquisas indicam
Há estudos pequenos sobre extratos de camomila, com resultados de interesse para sintomas de ansiedade, mas ainda insuficientes para uma recomendação ampla. A lavanda também foi analisada em apresentações diferentes, inclusive preparações orais padronizadas; por isso, o aroma da planta e uma cápsula não podem ser considerados intervenções iguais.
A passiflora aparece em pesquisas, embora a quantidade e a qualidade dos dados ainda não sustentem promessas firmes. Já a valeriana é mais associada a estudos sobre sono, e usar esse histórico para afirmar que ela trata ansiedade vai além do que os dados permitem.
Kava requer atenção ao risco hepático
A kava foi investigada em estudos sobre ansiedade e pode ter resultados para alguns desfechos, mas os textos citam relatos de lesão no fígado ligados a produtos com a planta. Pessoas com doença hepática ou que usam medicamentos devem ter cuidado adicional e procurar avaliação profissional antes de considerar seu uso.
Pele amarelada, urina escura ou mal-estar após o consumo de um produto com kava são sinais para procurar atendimento e informar o que foi ingerido. As fontes também alertam que automedicação e mistura com álcool aumentam as preocupações de segurança.
Cuidados ao usar produtos herbais
Preparações comerciais podem variar em composição, e combinar várias plantas dificulta identificar o que causou benefício, sonolência ou outro efeito. Efeitos sedativos e alterações na metabolização de medicamentos dependem da planta, da dose e da forma de preparo, segundo as reportagens.
As fontes recomendam não misturar produtos sedativos nem interromper um tratamento prescrito para testar uma planta. Quem usa ansiolíticos, antidepressivos, anticoagulantes ou outros remédios deve informar ao profissional de saúde todos os produtos consumidos.
Quando procurar avaliação
Para ansiedade leve e ocasional, as reportagens sugerem observar fatores desencadeantes, sono e mudanças de rotina que possam ajudar. Se os sintomas forem frequentes ou limitarem a vida diária, o caminho indicado é procurar cuidado profissional.
Caso a pessoa considere um produto herbal, as fontes orientam levar o nome, a composição e a lista de medicamentos em uso para discutir segurança e possível benefício. A escolha deve considerar o que foi efetivamente estudado, em qual preparação e com quais riscos.
Com informações de terra.com.br, catracalivre.com.br.
Foto de capa: PagesAndPathsPH/Wikimedia Commons (CC0)

