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Alimentação e Nutrição

Quando a seletividade alimentar infantil exige atenção profissional

Nutricionista explica quando a seletividade alimentar infantil pede avaliação e como conduzir as refeições sem pressão.

Lucas GodoyPorLucas Godoy 2 min de leitura
Quando a seletividade alimentar infantil exige atenção profissional
Imagem ilustrativa
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Nutricionista explica sinais de alerta, causas possíveis e como dividir responsabilidades durante as refeições.

A seletividade alimentar deixa de ser apenas uma recusa pontual quando reduz muito o repertório de alimentos e passa a trazer dificuldades para a criança em casa, na escola ou no convívio social. O tema foi abordado no programa Conversa Saudável desta semana pela nutricionista materno-infantil Sarina Giongo Antoniassi, mestre em Alimentação e Nutrição.

Segundo a especialista, a evolução da alimentação deve ser observada conforme a idade. Se um bebê de oito ou nove meses não avança na introdução alimentar, a orientação é procurar ajuda profissional. Já a diminuição do apetite em torno de um ano pode ser esperada, porque o ritmo de crescimento fica menor nessa fase.

Sinais que merecem atenção

Sarina afirma que a recusa pode estar ligada não só ao gosto, mas também ao cheiro, à cor e à textura dos alimentos. Em alguns casos, a criança tem dificuldade para conduzir a comida na boca, situação em que pode ser necessária a avaliação de um fonoaudiólogo.

A nutricionista cita causas orgânicas, como alergias e problemas gastrointestinais, e situações desenvolvidas ao longo da vida, associadas à falta de estímulo e de variedade na alimentação. Ela também menciona a relação da seletividade com o espectro autista, mas sem fazer generalizações.

Responsabilidades durante a refeição

A especialista defende uma divisão de funções à mesa. Aos adultos cabe organizar a refeição e à criança, decidir se irá comer e em qual quantidade.

Entre as atribuições dos responsáveis, estão:

  • Definir quais alimentos serão servidos.
  • Estabelecer quando a refeição acontecerá.
  • Organizar como será o ambiente, com ou sem telas.

Forçar a criança ou transformar a refeição em briga tende a afastá-la ainda mais dos alimentos, segundo Sarina. O acompanhamento pode envolver nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e pediatra, conforme cada caso.

Fases de formação dos hábitos

A introdução alimentar e o período dos 3 aos 6 anos são apontados pela nutricionista como etapas relevantes para a construção dos hábitos alimentares. Sarina relata que sua experiência de dez anos em escolas de quatro estados contribuiu para sua especialização em nutrição materno-infantil.

InfográficoFases observadas na alimentação

Idades citadas pela nutricionista no programa.

  1. Oito ou nove mesesIntrodução alimentarSem avanço, buscar ajuda
  2. Um anoRedução do apetitePode ser esperada
  3. 3 a 6 anosHábitos alimentaresFase relevante
Fonte: Conversa SaudávelSaúde em Família

A busca por tratamento também pode ocorrer na vida adulta. De acordo com a entrevistada, há pessoas que se adaptam às limitações alimentares sem solucionar o problema e podem apresentar déficits nutricionais, inclusive quando têm sobrepeso.

Quando procurar ajuda

A recomendação apresentada no programa é buscar avaliação profissional quando a alimentação não progride de acordo com a faixa etária, quando há grande restrição de alimentos ou quando as refeições provocam sofrimento e dificuldades na rotina familiar, escolar ou social.

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