Despertares persistentes, ronco e cansaço durante o dia são sinais que merecem atenção, segundo reportagem.
Acordar repetidamente durante a noite e ter dificuldade para voltar a dormir após os 50 anos não deve ser encarado apenas como consequência natural da idade. Segundo reportagem do UAI, a redução da melatonina e mudanças nas fases do sono podem contribuir para um descanso mais superficial e interrompido.
O texto informa que o sono fragmentado também pode estar ligado a condições como apneia obstrutiva do sono, necessidade frequente de urinar, sintomas do climatério, síndrome das pernas inquietas e refluxo gastroesofágico. A definição da causa, porém, depende de avaliação médica.
Mudanças que afetam o descanso
Com o envelhecimento, a secreção de melatonina pela glândula pineal diminui progressivamente, de acordo com a reportagem. Isso pode antecipar o ritmo circadiano, levando à sonolência mais cedo e ao despertar em horários muito adiantados.
O material também cita mudanças no estágio N3 do sono não REM, conhecido como sono profundo ou de ondas lentas. A proporção desse estágio pode cair em até 60% com a idade, deixando a pessoa mais suscetível a ruídos, alterações de temperatura e movimentos durante a noite.
Sinais associados ao sono fragmentado
A interrupção frequente do descanso pode vir acompanhada de sintomas diurnos e noturnos. Entre os sinais relatados pela publicação estão:
- Sonolência durante o dia e cochilos involuntários;
- Dificuldade de concentração e lapsos de memória recente;
- Cansaço ao acordar e menor vigor físico;
- Irritabilidade e oscilações de humor;
- Boca seca, palpitações ou vontade constante de urinar à noite.
Segundo o UAI, permanecer muito tempo na cama tentando forçar o sono pode aumentar a ansiedade e reforçar a vigília. A reportagem cita a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) como intervenção com evidência para lidar com a quebra de ritmo, com foco em horários regulares para despertar, controle da luz pela manhã e ajuste do tempo na cama.
Quando procurar atendimento
A publicação recomenda marcar consulta com especialista em sono, neurologista ou pneumologista se os despertares persistirem por mais de 3 semanas, especialmente quando houver fadiga matinal, prejuízo nas atividades diárias ou pressão arterial descontrolada. Ronco acompanhado de engasgos ou sensação de sufocamento também requer investigação, pois pode indicar apneia obstrutiva do sono.
Dados e prazos citados na reportagem sobre despertares noturnos.
- 50 anosFaixa etáriaIdade abordada pela reportagem
- 60%Sono profundoQueda que pode ocorrer com a idade
- 3 semanasConsulta médicaDespertares contínuos
- 192EmergênciaNúmero do SAMU
Alguns sintomas exigem atendimento hospitalar imediato ou acionamento do SAMU pelo 192, conforme o texto:
- Dor intensa ou aperto no peito que se irradia para braços, mandíbula ou costas;
- Falta de ar aguda, pior ao deitar;
- Confusão mental súbita, perda de força em um lado do corpo ou dificuldade para falar;
- Palpitações associadas a tontura intensa, palidez e suor frio.
O que muda para quem tem mais de 50 anos
A reportagem reforça que a quantidade de horas na cama não define sozinha a qualidade do sono. Quando os despertares se tornam contínuos ou vêm acompanhados de sintomas respiratórios, cardiovasculares ou de cansaço marcante, a avaliação profissional ajuda a diferenciar a insônia de outros problemas clínicos.
Com informações de uai.com.br.

