Cantora, que convive com a síndrome da pessoa rígida, diz que os exercícios fazem parte da preparação para voltar aos palcos.
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Céline Dion afirmou que incluiu pilates e balé em sua rotina de reabilitação enquanto se prepara para voltar a cantar diante do público. A artista, que tem 58 anos e convive com a síndrome da pessoa rígida, falou sobre os exercícios em entrevista à revista Harper's Bazaar, reproduzida pelo Terra.
Segundo a cantora, ela faz sessões de pilates de 90 minutos, três vezes por semana, para se preparar para apresentações em Paris. Nos outros dois dias, frequenta aulas de balé com uma companhia local.
Tratamento e retorno aos palcos
A síndrome levou Céline a interromper compromissos profissionais, entre eles a turnê Courage World Tour, que teria datas na Europa. Ela tornou o diagnóstico público em 2023 e relatou, na época, que os espasmos afetavam a caminhada e o uso das cordas vocais.
Além da atividade física, a cantora passou por fisioterapia, terapia vocal, medicamentos e imunoterapia, de acordo com a publicação. O objetivo da preparação é recuperar condicionamento e controle corporal para se apresentar.
O Terra informa que Céline voltou ao palco em um show na Plenitude Arena, em Nanterre, nos arredores de Paris. A apresentação teve mais de duas horas de duração e reuniu milhares de pessoas.
O que é a síndrome da pessoa rígida
A síndrome da pessoa rígida é uma condição neurológica rara, marcada por rigidez muscular progressiva, sobretudo no tronco, e espasmos involuntários que podem ser dolorosos. Sons inesperados, toques e situações de estresse podem desencadear ou agravar os episódios em alguns pacientes.
A origem exata ainda não é totalmente conhecida. Uma das hipóteses estudadas é a participação de um mecanismo autoimune; em parte dos casos, há anticorpos relacionados à enzima GAD, envolvida na produção do neurotransmissor GABA, que tem papel no controle da atividade muscular.
A condição também pode estar associada a diabetes, tireoidite de Hashimoto, anemia perniciosa e vitiligo. Em uma parcela menor dos diagnósticos, pode ocorrer como síndrome paraneoplásica, ligada a alterações imunológicas relacionadas à presença de tumor; há ainda casos sem causa específica identificada.
Como são os cuidados
Ainda não há cura para a síndrome, mas o tratamento é individualizado e busca reduzir rigidez, espasmos e dor, além de preservar mobilidade e qualidade de vida. A investigação pode incluir avaliação clínica, exames para identificar anticorpos e, em situações específicas, análise do líquido cefalorraquidiano.
Segundo a fonte, medicamentos que atuam sobre o sistema GABA, como diazepam e baclofeno, podem ser usados sob acompanhamento médico. Imunoglobulinas intravenosas, fisioterapia e outras estratégias de reabilitação também podem fazer parte do cuidado.
Com informações de terra.com.br.

