Pesquisa compara dados de 2019 e 2023; casos registrados em São Paulo também preocupam especialistas.
Os casos de sarampo em crianças menores de cinco anos passaram de 11,1 milhões no mundo, em 2019, para 15,6 milhões em 2023, segundo um estudo do Global Burden of Diseases publicado na revista Nature Medicine em 21 de outubro de 2026. No mesmo intervalo, a cobertura da primeira dose da vacina caiu de 83,5% para 81%.
A pesquisa relaciona a estagnação da vacinação a dificuldades de acesso, fragilidades dos sistemas de saúde e interrupções dos serviços durante a pandemia de Covid-19. No Brasil, que recuperou a certificação de eliminação do sarampo em 2024, casos registrados em São Paulo em 2026 preocupam especialistas.
O que mudou nos casos de sarampo
A incidência da doença entre crianças menores de cinco anos voltou a crescer após décadas de queda, de acordo com o estudo. Em 1990, a estimativa era de 52,2 milhões de casos; em 2019, havia recuado para 11,1 milhões, antes de chegar a 15,6 milhões em 2023.
Estimativas de casos, mortalidade infantil e vacinação.
- Casos até cinco anos11,1 milhões15,6 milhões
- Cobertura da primeira dose83,5%81%
- Crianças sem dose indicada19,3 milhões22,2 milhões
A taxa de mortalidade nessa faixa etária também subiu: passou de 15,3 para 18,4 mortes por 100 mil crianças entre 2019 e 2023. A pesquisa identificou aumento de casos e mortes em regiões como a África Subsaariana, o Sudeste Asiático e o Norte da África.
Quando tomar a vacina contra o sarampo
O esquema infantil descrito pela fonte da pesquisa prevê uma dose aos 12 meses e um reforço aos 15 meses. Para a Organização Mundial da Saúde, a cobertura das duas doses precisa alcançar pelo menos 95% das crianças de um a cinco anos para garantir a proteção coletiva.
A evolução das duas doses não foi igual. A cobertura da primeira caiu de 83,5%, em 2019, para 81%, em 2023; a da segunda passou de 68,4% para 71,4%. Segundo o estudo, o número de crianças que não receberam a vacina na idade indicada cresceu de 19,3 milhões para 22,2 milhões nesse período.
Quais são os sintomas do sarampo
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que costuma começar com febre, tosse, coriza e olhos inflamados, conforme o material de referência sobre a doença. Pequenos pontos brancos podem aparecer dentro da boca dois ou três dias após os primeiros sintomas.
Entre três e cinco dias depois do início dos sintomas, costuma surgir uma mancha vermelha que começa no rosto e se espalha pelo corpo. A doença pode causar complicações como diarreia, pneumonia e inflamação do cérebro.
Como o sarampo é transmitido
O vírus se espalha pelo ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra e também pode ser transmitido pelo contato com saliva ou secreções nasais. Segundo o material de referência, a transmissão pode ocorrer desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento das manchas vermelhas.
Sarampo pode matar? Como é tratado?
Sim. O aumento da taxa de mortalidade infantil identificado no estudo mostra que o sarampo pode ser fatal, além de causar complicações. Segundo o material de referência, não há tratamento específico para eliminar o vírus; os cuidados de apoio podem incluir hidratação e medicamentos para controlar a febre.
Qual é a situação do sarampo em São Paulo?
Casos registrados em São Paulo em 2026 preocupam especialistas, mas a fonte não informa quantos são. A epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine, alerta que a doença se torna difícil de controlar quando a cobertura vacinal fica muito abaixo de 95%.
O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016, perdeu esse reconhecimento em 2019 e voltou a recebê-lo em 2024. Segundo a fonte, a recertificação ocorreu após a recuperação da cobertura vacinal e a ausência de casos autóctones desde 2022.
Foto de capa: Yann Forget/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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