Psicólogas alertam para o sofrimento causado pelo estigma e defendem acompanhamento antes e depois da cirurgia bariátrica.
A saúde mental precisa fazer parte do tratamento da obesidade, afirmaram psicólogas do Instituto de Medicina Sallet, de São Paulo, em reportagem publicada em 20 de outubro de 2026. Segundo elas, julgamentos sobre o corpo e tentativas frustradas de emagrecer podem provocar sofrimento emocional que também exige atenção.
O alerta ocorre durante o mês do Dia Nacional de Prevenção à Obesidade. A psicóloga Bianca Godoy defende que a pessoa encontre espaço para falar sobre o que sente e busque apoio sem esperar que o sofrimento se agrave. Para o médico José Afonso Sallet, o tratamento deve ser individualizado e contar com profissionais de diferentes áreas.
O que é obesidade e quais são as causas?
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que pode prejudicar a saúde, segundo o material de referência sobre o tema. Seu desenvolvimento pode envolver alimentação, atividade física e predisposição genética; a reportagem também aponta a influência de fatores comportamentais e ambientais.
Por isso, atribuir a condição apenas à falta de esforço desconsidera sua complexidade. Segundo a psicóloga Beatriz Pini, muitas pessoas chegam ao tratamento após anos de cobranças, julgamentos e experiências de bullying.
Como saber se uma pessoa tem obesidade?
Em adultos, uma das medidas usadas para identificar obesidade é o índice de massa corporal (IMC) superior a 30 kg/m², conforme o material de referência. O cálculo divide o peso, em quilos, pela altura, em metros, multiplicada por ela mesma.
O IMC não é o único aspecto considerado na avaliação da condição. O material de referência também cita a distribuição da gordura corporal e fatores de risco cardiovascular.
Como a obesidade afeta a saúde mental?
O estigma ligado à obesidade pode afetar a autoestima e a maneira como a pessoa se relaciona com o próprio corpo, de acordo com as psicólogas do Instituto de Medicina Sallet. Elas apontam que comentários, comparações e cobranças podem se somar às frustrações de tratamentos anteriores.
O material de referência também inclui a depressão entre as condições cuja probabilidade aumenta em pessoas com obesidade. Isso não significa, porém, que toda pessoa com obesidade tenha depressão.
Como tratar a obesidade?
O tratamento pode combinar mudanças na alimentação, atividade física e, em alguns casos, medicamentos ou cirurgia, segundo o material de referência. A escolha depende das necessidades da pessoa; não há uma única medida que resolva todos os casos.
Para pacientes que passam por cirurgia bariátrica, Sallet afirma que o acompanhamento deve ocorrer antes, durante e depois do procedimento. A equipe pode reunir médicos, psicólogos e nutricionistas. Segundo as psicólogas do instituto, o suporte após a operação também ajuda o paciente a lidar com mudanças na rotina, nas relações e nas expectativas durante o emagrecimento.
Foto de capa: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

