Distribuição começou em centros especializados de 17 estados e deve chegar aos demais serviços oncológicos até dezembro.
O Ministério da Saúde começou a distribuir, em 20 de outubro de 2026, nove medicamentos para tratamento de câncer pelo SUS. A nova oferta contempla 13 indicações terapêuticas e, segundo o governo federal, pode beneficiar mais de 116 mil pacientes.
A entrega teve início em 20 centros especializados de 17 estados, entre eles a Bahia. A pasta prevê estender a distribuição aos demais serviços oncológicos do país até dezembro de 2026. O investimento informado para a compra dos remédios é de R$ 155,4 milhões por ano.
Quais tipos de câncer entram na ampliação?
As novas indicações abrangem pacientes com diferentes tipos de câncer, mas cada medicamento se destina a casos específicos. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta inclui tratamentos para:
- Câncer de mama;
- Câncer de próstata;
- Câncer de pulmão;
- Câncer de rim;
- Câncer de estômago;
- Leucemias;
- Linfomas.
O que muda no tratamento de câncer de mama e estômago?
O abemaciclibe passa a integrar a oferta do SUS para determinados casos de câncer de mama. Na rede privada, seu custo pode chegar a R$ 366 mil, conforme os dados divulgados com o anúncio.
Para o câncer de estômago, a mudança envolve o trastuzumabe: seu uso será ampliado para pacientes que atendam às indicações previstas. A ampliação não significa que os dois remédios sejam indicados para todas as pessoas com esses diagnósticos.
Quando os medicamentos chegam a outros serviços?
A previsão do Ministério da Saúde é levar os medicamentos aos demais serviços oncológicos até dezembro de 2026. A primeira etapa da distribuição alcançou 20 centros especializados.
Números da primeira etapa de distribuição dos medicamentos
- 13Indicações terapêuticas
- 20Centros da primeira etapa
- 17Estados atendidos inicialmente
- mais de 116 milPacientes potencialmente beneficiados
A pasta também estabeleceu a meta de disponibilizar 23 novos tratamentos ou indicações terapêuticas até dezembro. Segundo o ministério, isso representaria uma ampliação de 35% nas alternativas oferecidas pela rede pública.
Como será o rastreamento do câncer no intestino?
O governo anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastrear câncer colorretal em homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. A implantação será gradual a partir de novembro de 2026, começando por capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O exame procura sangue não visível nas fezes. Se o resultado for positivo, poderão ser necessários outros exames, como a colonoscopia; o teste, isoladamente, não confirma câncer.
Como é o tratamento oncológico?
Tratamento oncológico é o cuidado médico de pessoas com câncer e pode reunir diferentes abordagens, de acordo com a doença. Entre elas estão cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas, segundo o material de referência sobre câncer.
No anúncio de 20 de outubro, o Ministério da Saúde também previu R$ 46 milhões anuais para financiar cirurgias videotorácicas, empregadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

