Pular para o conteúdo
Saúde em Família

STF iguala licença-maternidade de mães adotantes e biológicas

STF decidiu que mães adotantes terão os mesmos 120 dias de licença-maternidade assegurados às mães biológicas.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
Supremo Tribunal Federal
Foto: LecomteB/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Compartilhe

Decisão unânime assegura 120 dias de afastamento remunerado para adotantes, inclusive servidoras públicas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira (23), que mães adotantes devem ter a mesma licença-maternidade concedida às mães biológicas. A medida alcança trabalhadoras com carteira assinada e servidoras públicas.

Com a decisão, as mães adotantes passam a ter 120 dias de afastamento remunerado, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Segundo o STF, a equiparação vale sem distinção pela idade da criança adotada, pela origem da filiação ou pelo vínculo profissional da mãe.

O que muda para servidoras públicas

A equiparação já era prevista pela CLT para trabalhadoras da iniciativa privada. A diferença permanecia em alguns regimes de servidoras públicas federais, nos quais a duração da licença variava de acordo com a idade da criança.

InfográficoPrazos da licença-maternidade

Decisão do STF iguala a licença de mães adotantes e biológicas.

120 dias
Nova regraafastamento remunerado
  • 120 diasNova regraafastamento remunerado
  • 60 diasProrrogaçãopossibilidade prevista
  • 90 diasRegra anteriorcriança de até um ano
  • 30 diasRegra anteriorcriança mais velha
Fonte: Supremo Tribunal FederalSaúde em Família

Antes da decisão, essas servidoras tinham direito a 90 dias de afastamento quando adotavam crianças de até um ano e a apenas 30 dias quando a criança era mais velha. Agora, a regra passa a ser a mesma aplicada à maternidade biológica.

SituaçãoPeríodo de licença
Regra definida pelo STF120 dias
Prorrogação possível60 dias
Adoção de criança até um ano, em alguns regimes anteriores90 dias
Adoção de criança mais velha, em alguns regimes anteriores30 dias

Decisão vale para licenças em andamento

De acordo com a fonte, a determinação alcança tanto licenças futuras quanto aquelas que já estão em curso. O julgamento foi provocado por uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionava o caráter discriminatório das regras aplicadas a parte das servidoras.

O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que não há motivo para diferenciar a proteção dada à maternidade adotiva. O debate sobre o tema tramitava no Supremo havia mais de três anos e teve decisão final agora.

Como fica o direito das mães adotantes

A nova regra estabelece que a licença-maternidade não pode ser reduzida em razão da adoção. Para as mães adotantes abrangidas pela decisão, o período de afastamento remunerado será:

  • de 120 dias como regra;
  • prorrogável por mais 60 dias;
  • válido para trabalhadoras CLT e servidoras públicas;
  • aplicável também a licenças já em andamento.

Foto de capa: LecomteB/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Mais em Saúde em Família

Compartilhe
Próxima leituraSTF iguala licença-maternidade de mães biológicas e adotivas2 min de leitura

Mapa do site