Medida publicada no Diário Oficial proíbe a venda e o uso das unidades identificadas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 19 de outubro de 2026, a apreensão de unidades de Dysport e Keytruda apontadas como falsificadas no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, também impede que os produtos atingidos sejam vendidos, distribuídos ou utilizados.
A medida foi tomada depois que as fabricantes encontraram diferenças entre unidades suspeitas e os medicamentos originais. O Dysport é feito à base de toxina botulínica; o Keytruda é usado no tratamento de diferentes tipos de câncer.
Quais medicamentos falsificados a Anvisa mandou apreender
A determinação da Anvisa atinge unidades de Dysport e Keytruda identificadas pelas respectivas fabricantes como suspeitas de falsificação. A Beaufour Ipsen Farmacêutica comunicou as divergências no Dysport, e a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica apontou diferenças no Keytruda.
A fonte consultada não informa os números dos lotes atingidos. Por isso, não é possível identificar apenas por este texto se uma embalagem específica está entre as unidades alcançadas pela medida.
Como identificar o Dysport falsificado
Segundo a fabricante, as unidades suspeitas de Dysport apresentam diferenças no frasco, na data de validade e no código de barras. Entre os problemas relatados, há código de barras ligado a outro lote.
Essas características foram observadas nas unidades examinadas pela empresa; a fonte não apresenta um método de identificação que sirva para qualquer medicamento falsificado. No caso do Keytruda, a fabricante relatou diferenças em relação ao original, mas o material consultado não descreve quais são elas.
O que fazer ao encontrar um medicamento suspeito
Pacientes e estabelecimentos de saúde devem verificar o lote indicado na embalagem antes de usar os medicamentos, conforme a orientação relatada pela fonte. Quem recebeu ou comprou uma unidade suspeita deve falar com o farmacêutico ou com o serviço de saúde responsável pelo atendimento.
No caso de pacientes que usam Keytruda, uma eventual troca do medicamento precisa ser discutida com a equipe médica. O tratamento não deve ser interrompido nem modificado por decisão do próprio paciente.

