Pesquisa relaciona o preparo frequente em altas temperaturas à doença, mas não estabelece uma relação de causa e efeito.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Harvard associou o preparo frequente de carne em fogo direto ou em temperaturas elevadas a um risco maior de diabetes tipo 2. A pesquisa acompanhou mais de 137 mil adultos nos Estados Unidos e registrou quase 7.900 casos da doença no período analisado.
Os resultados foram relatados em reportagem publicada em 21 de outubro de 2026. A associação apareceu independentemente da quantidade de carne consumida, mas o estudo não comprova que o modo de preparo cause diabetes.
Carne bem-passada causa diabetes tipo 2?
O estudo não demonstrou que comer carne bem-passada, por si só, cause diabetes tipo 2. Segundo a reportagem, a associação observada está ligada principalmente à frequência com que se usam métodos de preparo em altas temperaturas ou com contato direto com o fogo. A pesquisa também avaliou carnes malpassadas e ao ponto.
Temperaturas elevadas podem favorecer a formação de substâncias como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. De acordo com os pesquisadores, elas estão associadas a processos de inflamação e estresse oxidativo que podem afetar a sensibilidade à insulina e o metabolismo da glicose.
Como reduzir a exposição ao preparar carne?
É possível diminuir a exposição às substâncias formadas no preparo da carne evitando temperaturas muito elevadas e contato prolongado com as chamas, segundo a reportagem. As medidas citadas são:
- Não deixar a carne queimar ou ficar excessivamente tostada.
- Reduzir o tempo de contato direto com as chamas.
- Variar o preparo com métodos que usem temperaturas mais moderadas.
Esses cuidados dizem respeito à exposição durante o cozimento. O estudo não permite afirmar que adotá-los, isoladamente, previna o diabetes tipo 2.
O que é diabetes tipo 2?
Diabetes tipo 2 é uma condição em que as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, o que contribui para a elevação da glicose no sangue. Segundo o material de referência sobre diabetes, a produção de insulina também pode se tornar insuficiente com o avanço da doença. No diabetes tipo 1, por sua vez, o pâncreas produz uma quantidade insuficiente desse hormônio.
Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?
O diabetes pode provocar sede, fome e vontade de urinar em excesso, mas também pode não apresentar sintomas, conforme o material de referência. Sem tratamento, a doença pode levar a complicações que afetam, entre outras partes do corpo, o coração, os rins e os olhos.
Como tratar e prevenir o diabetes tipo 2?
O tratamento do diabetes tipo 2 pode incluir medicamentos por via oral, com ou sem insulina, de acordo com o material de referência. Alimentação saudável, atividade física regular e manutenção de um peso adequado também fazem parte dos cuidados descritos para prevenção e tratamento. A reportagem ressalta que o risco da doença depende ainda de fatores como histórico familiar e composição corporal.
Foto de capa: chensiyuan/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

