Estudos apontam possíveis efeitos sobre a pressão arterial, mas os resultados variam conforme a prática e as pessoas avaliadas.
A ioga pode contribuir para o bem-estar e melhorar alguns indicadores ligados à saúde do coração, segundo pesquisas reunidas em reportagem publicada pelo Terra em 26 de setembro de 2026. Os estudos apontam possíveis efeitos sobre a pressão arterial, mas não mostram que a prática, sozinha, previna infartos ou controle a pressão de todas as pessoas.
A atividade combina posturas, respiração e atenção e pode fazer parte da rotina de quem busca se movimentar e lidar com o estresse. O efeito depende do tipo e da frequência das aulas, além das condições de saúde de cada pessoa. A ioga não substitui medicamentos prescritos nem atende, necessariamente, a todas as necessidades de exercício aeróbico.
O que as pesquisas mostram
De acordo com o Terra, revisões encontraram indícios de benefícios pequenos a moderados em algumas medidas cardiovasculares. Há estudos que registraram reduções modestas da pressão arterial, mas os métodos e os grupos avaliados são diferentes, o que limita a aplicação dos resultados a toda a população.
Também é difícil separar o efeito das posturas de outras mudanças que podem acompanhar a prática, como reservar tempo para se movimentar e observar o sono. A sensação de calma ao fim de uma aula, embora possa fazer bem, não comprova que a pressão esteja controlada. Para verificar uma mudança, são necessárias medidas confiáveis e acompanhamento ao longo do tempo.
Como incluir a prática na rotina
Uma aula leve de ioga pode não oferecer o mesmo estímulo cardiovascular de uma atividade aeróbica moderada ou vigorosa. Estilos mais ativos podem contribuir para o movimento e a força, mas a intensidade varia. Por isso, a prática pode ser combinada com outras atividades compatíveis com a condição de cada pessoa.
Segundo a reportagem, iniciantes podem procurar aulas com adaptações, usar cadeira ou apoios e interromper posturas desconfortáveis. Quem tem pressão mal controlada, dor no peito, tontura ou limitações físicas deve conversar com um profissional de saúde antes de tentar uma sequência nova. Quem toma remédios deve manter o uso conforme a prescrição e discutir eventuais ajustes com o profissional responsável.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Real happiness kundalini/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

