Atriz afirma que continua com dificuldades para caminhar; especialistas explicam por que a doença pode ser confundida com outras condições.
Christina Applegate afirmou que o diagnóstico de esclerose múltipla que recebeu em 2021 estava incorreto. A atriz contou a mudança em um episódio de seu podcast, MeSsy, divulgado em 20 de outubro de 2026. Segundo seu relato, ela continua com limitações físicas que dificultam atividades como caminhar.
Applegate disse que ficou abalada, apesar da reação positiva de outras pessoas à notícia. Seu relato não esclarece qual condição causa os sintomas que persistem. Ouvidos pelo Page Six, especialistas que não acompanham a atriz explicaram, em termos gerais, por que o diagnóstico de esclerose múltipla pode ser revisto.
O que é esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal. Conforme o material de referência sobre a doença, o sistema imunológico danifica a mielina, camada que envolve fibras nervosas e ajuda na transmissão de sinais entre as células. A doença pode se manifestar de formas diferentes e comprometer capacidades físicas e cognitivas.
Quais são os sintomas da esclerose múltipla
Dormência, formigamento, fadiga, fraqueza e problemas de equilíbrio estão entre os sintomas possíveis, segundo os especialistas ouvidos pelo Page Six. Alterações na visão também podem ocorrer, afirmou Bruce Bebo, diretor de Pesquisa e Assuntos Médicos da Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla.
Esses sinais não são exclusivos da doença. Por isso, sentir um ou mais deles não basta para identificar esclerose múltipla, e eles tampouco permitem concluir qual é a causa das dificuldades relatadas por Applegate.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico reúne sintomas, exame neurológico, imagens e resultados laboratoriais, além da investigação de outras causas, explicou Bebo. A neurologista Barbara S. Giesser afirmou que não existe um exame único capaz de confirmar ou descartar esclerose múltipla com certeza absoluta.
Datas do relato da atriz e dado geral citado por especialista.
- 2021Diagnóstico recebidoRelato de Applegate
- 20 de outubro de 2026Podcast divulgadoAtriz contou a revisão
- 20%Diagnósticos incorretosAté esse índice, conforme estudo e critérios
A ressonância magnética ajuda na investigação, mas pode mostrar alterações que não estão ligadas à doença. Segundo Giesser, exames de imagem mais precisos, novos resultados ou sintomas inesperados podem levar à revisão de um diagnóstico anterior. Ela citou pesquisas nas quais a proporção de diagnósticos incorretos chega a 20%, dependendo da população estudada e dos critérios adotados; esse percentual não se refere ao caso da atriz.
Por que a esclerose múltipla pode ser confundida com outras doenças
Outras condições podem produzir sintomas ou alterações semelhantes aos da esclerose múltipla. Giesser mencionou, entre as possibilidades gerais, lúpus, outras doenças autoimunes, certas infecções e condições neurológicas raras. A médica deixou claro que não acompanha Applegate e não atribuiu nenhuma dessas doenças à atriz.
Esclerose múltipla tem cura?
Não há cura eficaz conhecida para a esclerose múltipla, de acordo com o material de referência. O tratamento busca recuperar funções afetadas após episódios de piora e prevenir novos episódios e a progressão das limitações. A evolução varia conforme a forma da doença e as características de cada pessoa.
Foto de capa: Gage Skidmore/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

