Doença crônica não é contagiosa; coceira intensa e lesões podem prejudicar a rotina de crianças e adultos.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele que pode afetar também o sono, a vida escolar e o convívio social. A coceira intensa, principal sintoma, pode provocar feridas e tornar dolorosas atividades como tomar banho ou deitar na cama.
No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, em 23 de setembro, chama atenção para esses efeitos e para o preconceito enfrentado por pacientes. A doença não é contagiosa. Segundo a dermatologista Rosana Lazzarini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fatores genéticos, ambientais e imunológicos contribuem para sua manifestação, mas não há uma causa única definida.
Como a doença afeta a rotina
A estudante de medicina Clara Emery, de 23 anos, relata que convive com a dermatite desde a infância. Nas crises mais graves, as feridas deixavam sua pele sensível até ao contato com o travesseiro. Ela também conta que evitava mostrar as lesões por receio da reação de outras pessoas.
A jornalista Rayane Lopes, de 34 anos, diz que manchas e coceira costumam surgir em períodos de muito estresse. Rosana afirma que a coceira pode atrapalhar o sono e o rendimento na escola e no trabalho. Segundo a médica, 40% das crianças com dermatite atópica continuarão a conviver com a doença na vida adulta.
Diagnóstico e tratamento
De acordo com Rosana, o diagnóstico é clínico: o médico avalia as lesões, a coceira e a alternância entre períodos de crise e de melhora. Exames podem ser pedidos para complementar a avaliação ou afastar outras condições, mas não há um exame laboratorial específico para diagnosticar a dermatite atópica.
Persistência da doença, data de conscientização e custo relatado por uma paciente.
- 40%Persistência na vida adultaDas crianças com dermatite atópica.
- 23 de setembroDia de conscientizaçãoData nacional no Brasil.
- R$ 10 milCusto relatadoUma caixa do medicamento custa mais que isso.
A médica explica que o tratamento inclui cuidados com a pele, como o uso de cremes e loções hidratantes para preservar a barreira cutânea. Clara conta que usa um medicamento imunobiológico para controlar as crises mais graves. No caso dela, uma caixa custa mais de R$ 10 mil, valor coberto integralmente por seu plano de saúde.
Apoio a pacientes e famílias
O presidente da Associação de Apoio à Dermatite Atópica, Roberto Takaoka, afirma que famílias frequentemente procuram indicações de médicos e tratamentos. Ele ressalta que a doença alterna períodos de melhora e piora, sem solução rápida ou milagrosa.
A associação mantém grupos de apoio para pacientes e familiares, além de materiais educativos e campanhas de conscientização. Segundo Takaoka, informar a população também ajuda a enfrentar a ideia equivocada de que as lesões podem ser transmitidas a outras pessoas.
Com informações de forbes.com.br.
Foto de capa: NIAID/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

