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Doenças e Sintomas

Centros de tratamento de ebola ficam lotados no leste do Congo

Centros de tratamento de ebola ficam lotados em Butembo, no Congo; desconfiança e conflito dificultam o combate ao surto.

Lucas GodoyPorLucas Godoy 2 min de leitura
Butembo
Foto: Glooh at English Wikipedia/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
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Em Butembo, falta de espaço leva unidades a receber pacientes confirmados em áreas antes usadas para casos suspeitos.

O centro de tratamento de ebola de Kitatumba, em Butembo, no leste da República Democrática do Congo, está lotado. Profissionais de saúde passaram a usar leitos reservados a casos suspeitos para atender pacientes com diagnóstico confirmado, segundo a CNN Brasil.

A pressão sobre o atendimento ocorre durante um surto que atingiu com força a província de Kivu do Norte. De acordo com Médicos Sem Fronteiras (MSF), a concentração da doença em áreas urbanas, a desconfiança de parte da população e a dificuldade de acesso às comunidades têm atrapalhado a resposta.

Avanço em Kivu do Norte

A província contabilizou mais de 1.300 casos, segundo os dados apresentados pela CNN Brasil. A Reuters registrou 555 novos casos nos 21 dias anteriores a 12 de setembro, com crescimento especialmente rápido em Butembo.

InfográficoNúmeros do surto no leste do Congo

Dados divulgados sobre Kivu do Norte e Butembo.

Mais de 1.300
casos em Kivu do Norte
  • Mais de 1.300Casos na provínciaKivu do Norte
  • 555Novos casosNos 21 dias anteriores a 12 de setembro
  • Superior a 62%Letalidade em Kivu do Norte
  • Cerca de 45%Letalidade em Ituri
Fonte: CNN Brasil, com dados da ReutersSaúde em Família

Os dados citados na reportagem mostram taxas de letalidade diferentes nas duas províncias afetadas. Em Ituri, a transmissão começou a diminuir; em Kivu do Norte, o surto segue pressionando os serviços de saúde.

ProvínciaTaxa de letalidade
Kivu do NorteSuperior a 62%
IturiCerca de 45%

Obstáculos ao atendimento

Segundo a MSF, o envolvimento mais fraco das comunidades no início da resposta dificultou a contenção do surto. O medo dos centros de tratamento também fez algumas pessoas adiarem a busca por ajuda e chegarem às unidades com a doença em estágio grave. Com a falta de espaço, centros de trânsito que normalmente recebem casos suspeitos passaram a atender pacientes confirmados.

O conflito no leste do Congo atrasou o acesso às comunidades, a circulação de profissionais e suprimentos e o rastreamento de contatos, conforme a reportagem. Em Kitatumba, o filho de Guylaine Kavira recebeu alta após se recuperar do ebola. Ela contou que o levou ao centro depois de um teste positivo.

Foto de capa: Glooh at English Wikipedia/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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