Contrações involuntárias podem causar dor durante a penetração; há formas de tratamento.
Os relatos da atriz Camila Pitanga e da cantora Meghan Trainor sobre o vaginismo voltaram a chamar atenção em reportagem publicada em 25 de setembro de 2026. As duas falaram sobre a condição em podcasts: Camila contou sua experiência no Quem Pode, Pod, em dezembro de 2022, e Meghan abordou o assunto no Workin’ On It.
O vaginismo provoca contrações involuntárias dos músculos da região vaginal no momento da penetração e pode causar dor. Segundo informações do portal Drauzio Varella citadas pela reportagem, a condição afeta de 3% a 5% da população feminina.
Como a condição se manifesta
As contrações ocorrem nos músculos do períneo e podem envolver também a região do ânus e músculos da parte interna das coxas e do abdômen. A intensidade da dificuldade com a penetração varia nos relatos apresentados: Camila descreveu um período em que a desejava, mas não conseguia; Meghan disse que sentia dor durante a relação sexual.
De acordo com a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, a causa, na maioria das vezes, é psicológica. Ela relaciona o vaginismo a fatores como uma educação sexual rígida ou religiosa e experiências sexuais traumáticas.
O que as artistas contaram
Camila disse que enfrentou o problema quando tinha 19 anos. No podcast, relatou que soube do vaginismo após uma consulta ginecológica e associou a condição a uma experiência nessa consulta que a marcou por anos.
Estimativa de ocorrência e informações do relato de Camila Pitanga.
- 3% a 5%Ocorrência estimadaDa população feminina
- 19 anosIdade de CamilaQuando enfrentou a condição
- dezembro de 2022Relato no podcastParticipação de Camila Pitanga
Meghan afirmou que sentia dor durante as relações com o marido, o ator Daryl Sabara. Segundo seu relato, ela recebeu o diagnóstico recentemente e, até então, acreditava que sentir dor durante e depois do sexo era comum a todas as mulheres.
Como é o tratamento
A reportagem aponta exercícios de relaxamento da musculatura vaginal, técnicas de respiração, uso de dilatadores vaginais e psicoterapia entre as formas de tratamento do vaginismo. Os relatos das artistas mostram experiências distintas com a condição, sem indicar que uma mesma causa ou abordagem de tratamento se aplique a todas as mulheres.
Com informações de otempo.com.br.
Foto de capa: Lula Oficial/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

