Representante do Ministério da Saúde defendeu cooperação internacional e redes públicas para ampliar prevenção, diagnóstico e cuidado.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apresentou em Nova York, no dia 24, a política brasileira de acesso gratuito ao tratamento do HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante evento promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), ele defendeu que serviços públicos estruturados são necessários para manter e ampliar a resposta à infecção.
A participação ocorreu na Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Segundo o Ministério da Saúde, Massuda citou a experiência brasileira para defender a ampliação do acesso à prevenção, aos testes e aos medicamentos, com participação da sociedade e colaboração entre os países.
Experiência brasileira no debate
De acordo com o secretário-executivo, a organização da resposta brasileira ao HIV começou em meados dos anos 1980, durante a redemocratização. Ele atribuiu à sociedade civil um papel na formulação de políticas voltadas às pessoas que vivem com o vírus.
Massuda afirmou que o Brasil foi pioneiro na oferta gratuita de tratamento contra o HIV. Para ele, manter essa política depende de escolhas contínuas na condução dos programas de saúde e do sistema público.
Acesso a medicamentos e integração do cuidado
O representante brasileiro também abordou as condições econômicas necessárias para garantir prevenção, diagnóstico e tratamento ao longo do tempo. Segundo ele, os países precisam ter meios para negociar preços, transferência de tecnologia e parcerias na área da saúde.

Na apresentação, Massuda defendeu a articulação entre as políticas de HIV, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis. Ele sustentou que a integração deve preservar as particularidades de cada agenda e não apenas ampliar a carga de trabalho de equipes que já atendem a população.
Públicos e desafios citados
Segundo o Ministério da Saúde, o secretário-executivo mencionou a necessidade de adequar os serviços às demandas de jovens, pessoas idosas e migrantes. Os efeitos das mudanças climáticas sobre as ações de saúde também foram citados entre os desafios.
Massuda apresentou o Programa Brasil Saudável como exemplo de trabalho conjunto para eliminar doenças e infecções associadas a fatores sociais. A iniciativa reúne o Ministério da Saúde e outros dez ministérios, conforme informou a pasta.
Próximos passos da agenda
A programação do Ministério da Saúde em Nova York começou no dia 23, com debates sobre medicamentos, tecnologias para HIV e pandemias, menopausa e doenças raras. As atividades seguem até 25 de setembro, segundo a pasta.
Atividades informadas pela pasta durante a semana em Nova York.
- 23 de setembroInício da agendaDebates sobre medicamentos e outros temas
- 24 de setembroDebate sobre HIVApresentação da experiência brasileira
- 25 de setembroFim da programaçãoAtividades em Nova York
Com informações de gov.br.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

