Orientações de enfermeira incluem adaptar a casa, observar a alimentação e comunicar mudanças à equipe de saúde.
Manter uma rotina previsível, adaptar os espaços da casa e ajustar a forma de conversar são medidas que podem facilitar o dia a dia de pessoas com Alzheimer, segundo Mayara Evangelista, coordenadora de Enfermagem da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB). À medida que a doença avança, tarefas como se alimentar, escolher roupas e se orientar dentro de casa podem se tornar mais difíceis.
A enfermeira orienta que familiares e cuidadores procurem preservar a autonomia possível da pessoa, com participação nas atividades conforme suas condições. Horários relativamente regulares para acordar, comer, tomar banho, descansar e dormir podem reduzir a desorientação causada por mudanças bruscas.
Rotina com escolhas simples
Em vez de assumir todas as tarefas, o cuidador pode oferecer alternativas objetivas, como opções de roupa ou alimento. Segundo Mayara, um cotidiano mais previsível ajuda a pessoa a se organizar sem retirar dela a possibilidade de decidir dentro de seus limites.
Na comunicação, frases curtas, contato visual, tom de voz calmo e uma orientação de cada vez podem facilitar a compreensão. Diante de perguntas repetidas ou momentos de confusão, a recomendação é acolher e redirecionar a atenção, sem confrontos ou correções constantes.
Casa deve reduzir riscos
Tapetes soltos, fios espalhados, objetos cortantes ao alcance, medicamentos acessíveis e móveis que atrapalham a passagem podem aumentar o risco de quedas e acidentes. Banheiro, quarto e áreas de circulação devem ser organizados de acordo com o grau de dependência da pessoa, informou a especialista.
A alimentação e a hidratação também exigem atenção, especialmente em fases mais avançadas. Pode ser necessário supervisionar as refeições e adotar estratégias individualizadas para manter a ingestão de alimentos e líquidos.
Sinais que precisam ser comunicados
Tosse ou engasgos ao comer, sensação de alimento parado na garganta, mudança na voz depois de ingerir alimentos ou bebidas e perda de peso são sinais de dificuldade para engolir que devem ser levados à equipe de saúde. Segundo a enfermeira, esses sintomas podem elevar os riscos de desidratação, desnutrição e broncoaspiração.
Mudanças súbitas no comportamento habitual também merecem avaliação profissional. Entre elas estão agitação intensa, sonolência, alteração relevante no nível de consciência, recusa persistente de líquidos ou alimentos e quedas; esses quadros podem estar relacionados a problemas agudos, incluindo delirium, e não apenas à evolução do Alzheimer.
O que muda para a família
Medicamentos devem ser administrados conforme a orientação da equipe que acompanha o paciente, sem ajustes por conta própria. Dúvidas sobre remédios, alimentação, dificuldade para engolir ou mudanças importantes no estado da pessoa devem ser comunicadas aos profissionais de saúde.
Com informações de pbnews.com.br.

