Fisioterapeuta orienta mudanças no ambiente e na rotina para reduzir obstáculos e preservar a autonomia da pessoa assistida.
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Cuidadores de pessoas com mobilidade reduzida podem fazer adaptações no ambiente e na rotina para tornar tarefas diárias mais seguras e práticas, como o deslocamento entre a cama e o banheiro. As orientações foram reunidas pela fisioterapeuta Maria Cecilia Ribeiro Bruning, coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Unopar.
Segundo a especialista, as mudanças precisam levar em conta o que cada pessoa consegue fazer com segurança. Antes de alterações maiores na casa ou na forma de prestar ajuda, ela recomenda conversar com a pessoa cuidada e com os profissionais que acompanham seu atendimento.
Caminhos e objetos mais acessíveis
Retirar objetos do chão, organizar fios e verificar se há tapetes que escorregam ajuda a diminuir obstáculos nos trajetos usados com mais frequência. A atenção deve incluir, por exemplo, o percurso entre o quarto e o banheiro.
Adaptações para a rotina de cuidados
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
A iluminação de corredores, do banheiro e da área ao lado da cama também deve permitir que a pessoa enxergue o caminho, inclusive à noite. É preciso observar ainda se ela alcança os interruptores com facilidade.
Água, telefone e outros itens utilizados ao longo do dia podem ficar em locais acessíveis, conforme a capacidade de alcance da pessoa. Essa organização evita deslocamentos que não são necessários.
Apoio no banheiro e nas transferências
Barras de apoio nos pontos adequados podem facilitar o uso do vaso sanitário e do chuveiro. A fisioterapeuta afirma que a escolha desses equipamentos e de outras adaptações deve considerar as necessidades e a capacidade de movimento de quem recebe os cuidados.

A passagem da cama para a cadeira e a ajuda para se levantar exigem atenção para evitar lesões tanto na pessoa assistida quanto no cuidador. De acordo com a fonte, um profissional pode ensinar a técnica e avaliar a necessidade de equipamentos; improvisar uma transferência pode trazer riscos.
Autonomia e divisão dos cuidados
Antes de iniciar uma tarefa, o cuidador pode perguntar o que a pessoa consegue fazer sozinha e em qual momento precisa de apoio. Participar das decisões e das atividades que ainda consegue realizar contribui para preservar a autonomia.
A orientação também inclui reservar tempo de descanso para quem cuida. Combinar horários e identificar outras pessoas que possam assumir parte das tarefas evita a concentração de todas as demandas em um único cuidador.
Quando reavaliar a rotina
A rotina de cuidados deve ser revista com a equipe de saúde se houver quedas, dificuldade crescente para se movimentar ou necessidade frequente de ajuda nas transferências. A avaliação pode indicar mudanças na forma de prestar assistência ou a necessidade de equipamentos.
Com informações de terra.com.br.

