Ação do Ministério da Saúde segue até 30 de setembro no Polo Base Surucucu, em Alto Alegre.
O Ministério da Saúde iniciou na quarta-feira (23) uma expedição de atenção especializada no território Yanomami, em Roraima. A ação ocorre no Polo Base Surucucu, no município de Alto Alegre, e está prevista para terminar em 30 de setembro.
Segundo a pasta, a equipe prevê realizar 750 procedimentos no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades atendidas pelo polo. A programação inclui consultas pediátricas, de clínica médica e de saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.
Públicos que terão prioridade
A expedição dará prioridade a crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição. Também estão entre os grupos prioritários gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas e pacientes com agravos respiratórios.
Indígenas com malária, principalmente nos casos com complicação, recorrência ou necessidade de avaliação complementar, também serão atendidos. A iniciativa alcança ainda pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção.
Atendimento no próprio território
De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia busca possibilitar avaliações, diagnósticos e acompanhamento no próprio território. A pasta informou que a medida pretende reduzir remoções evitáveis e ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde indígena.
A ação também deve apoiar a investigação de casos mais complexos, diminuir problemas associados a diagnósticos tardios e melhorar a troca de informações entre os serviços especializados e as equipes locais. O objetivo é favorecer a continuidade do cuidado com articulação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.
Desafios da região
O Polo Base Surucucu faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana. A área reúne aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos por 33 comunidades, em sua maioria do povo Yanomami.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde para a ação em Roraima.
- 750Procedimentos previstosconsultas e exames
- 30 de setembroFim da expedição
- 2.544 indígenasPopulação atendidaaproximadamente
- 33Comunidadesna área do polo
Segundo o ministério, o relevo serrano, a distância entre as comunidades e o isolamento geográfico dificultam a assistência. Os deslocamentos dependem sobretudo de transporte aéreo, especialmente helicópteros, o que afeta a mobilidade das equipes, o envio de insumos, as remoções sanitárias e a continuidade dos atendimentos.
Com informações de Agência Brasil.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

