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Exercícios não aumentam o pênis, mas podem fortalecer o assoalho pélvico

Exercícios não aumentam o pênis, mas o assoalho pélvico pode ser fortalecido com orientação, explica especialista.

Lucas GodoyPorLucas Godoy 2 min de leitura
Exercícios não aumentam o pênis, mas podem fortalecer o assoalho pélvico
Imagem ilustrativa
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Especialista explica que o órgão não é treinado como músculo de academia e alerta contra técnicas sem comprovação.

Exercícios não aumentam o tamanho do pênis, mas o fortalecimento do assoalho pélvico pode contribuir para a função sexual masculina, segundo a psicóloga e psicoterapeuta sexual Lucimar Ghelfi. O esclarecimento foi publicado em 25 de setembro de 2026, em meio à procura por métodos de melhora de desempenho e por promessas de aumento do órgão na internet.

O pênis não é formado por músculos voluntários, como bíceps e pernas, e por isso não pode ser treinado da mesma forma que outros grupos musculares. Já o assoalho pélvico, conjunto de músculos ligado à ereção, à ejaculação e ao controle urinário, pode ser trabalhado com contrações e relaxamento feitos de forma controlada.

O que pode ser fortalecido

De acordo com Ghelfi, imaginar a interrupção do jato de urina ajuda a reconhecer parte da musculatura do assoalho pélvico. Essa contração serve apenas para identificar a região, e não deve ser transformada em exercício durante a micção.

InfográficoComo reconhecer e treinar a região

Etapas citadas pela especialista para o assoalho pélvico.

  1. 1Identifique a regiãoTécnica de identificaçãoImaginar interromper a urina
  2. 2Não repita na micçãoPode afetar a bexigaNão interromper repetidamente
  3. 3Faça contraçõesCom relaxamento controladoFora do banheiro
Fonte: Lucimar GhelfiSaúde em Família

A especialista afirma que interromper a urina repetidamente pode prejudicar o funcionamento normal da bexiga. Após identificar os músculos, o treinamento deve ser feito fora do banheiro, com contrações voluntárias seguidas de relaxamento.

Regularidade é mais importante que intensidade

Segundo a psicoterapeuta sexual, aumentar demais a força ou o número de repetições não garante resultados melhores. O foco do treino é aprender a contrair e relaxar corretamente a musculatura, sem mantê-la tensionada o tempo inteiro.

A tensão excessiva pode estar relacionada a sintomas incômodos e, nessas situações, o treino precisa ser revisto de forma individual, com acompanhamento profissional. Ghelfi também aponta que o desempenho sexual não se limita à rigidez da ereção ou ao tempo de duração, pois envolve outros aspectos da resposta sexual.

O que não tem comprovação

A ideia de que exercícios ampliam o pênis é um mito, conforme a especialista. O fortalecimento do assoalho pélvico pode melhorar a função sexual, mas não modifica o tamanho do órgão.

Antes de seguir técnicas divulgadas na internet, a orientação citada pela especialista é verificar se há evidência científica de eficácia e segurança. O treino dessa musculatura é gradual e não deve ser confundido com promessas de resultados rápidos.

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