Agência afirma que ainda não é possível confirmar uma relação entre os medicamentos e a perda de visão.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha 13 casos suspeitos de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, chamada de Noia, em pacientes que usavam medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. Segundo informações do G1 reproduzidas pelo Midiamax, a agência afirma que ainda não é possível confirmar que os remédios tenham causado a lesão.
A Noia é uma lesão rara no nervo que liga o olho ao cérebro e pode provocar perda repentina da visão, às vezes permanente. As notificações estão associadas ao uso de medicamentos da classe GLP-1, mas a relação entre o tratamento e os casos segue sob avaliação.
Medicamentos citados nas notificações
A reportagem relaciona as suspeitas a quatro medicamentos. O registro de um caso durante o uso de um remédio, por si só, não comprova que ele tenha provocado o problema:
- Ozempic;
- Wegovy;
- Rybelsus;
- Mounjaro.
O oftalmologista Rubens Belfort Neto afirmou que a decisão de usar um medicamento deve considerar seus benefícios e riscos. Ele também alertou para o uso sem necessidade médica, apenas por motivos estéticos.
O que dizem as fabricantes
A Novo Nordisk informou que uma análise de ensaios clínicos com liraglutida e semaglutida encontrou poucos casos de Noia confirmados por oftalmologistas. Segundo a empresa, a análise não mostrou aumento da incidência entre os participantes que receberam semaglutida em comparação com os que receberam placebo.
Notificações da Anvisa e informações sobre semaglutida divulgadas pela Novo Nordisk; os dados não permitem calcular o risco individual.
- 13Suspeitas acompanhadasNotificações citadas pela Anvisa
- mais de 49 milhõesExposição após comercializaçãoPacientes/ano informados pela Novo Nordisk
- mais de 83.000Observação em ensaiosPacientes-ano no braço da semaglutida
A fabricante afirmou ainda que considera favorável a relação entre benefícios e riscos da semaglutida, levando em conta ensaios clínicos, relatos após a comercialização e estudos observacionais. A Lilly disse que monitora informações de segurança de seus medicamentos e mantém conversas com autoridades regulatórias sobre possíveis riscos, inclusive questões oftalmológicas.
O que fazer em caso de efeito colateral
A orientação dada pela Lilly a quem apresentar efeitos colaterais durante o uso de um medicamento da empresa é conversar com um médico ou outro profissional de saúde. A Anvisa segue acompanhando as suspeitas notificadas, sem confirmação, até o momento, de uma relação causal com os medicamentos.
Com informações de midiamax.com.br.
Foto de capa: News Øresund – Johan Wessman/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

