Organização aponta cobertura desigual entre países e destaca a proteção que a imunização materna oferece aos recém-nascidos.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que a vacinação de gestantes ainda é insuficiente em grande parte das Américas. O alerta, noticiado neste domingo (27 de setembro), chama atenção para infecções que podem afetar mães e bebês e ser prevenidas pela imunização.
Segundo a OPAS, quase metade das mortes infantis no mundo ocorre nos primeiros 28 dias de vida. A vacinação durante a gravidez ajuda a proteger a gestante e permite a transferência de anticorpos ao bebê, que ainda não pode receber todas as vacinas nessa fase.
O que mostram os dados de cobertura
Em 2025, metade dos países das Américas que notificaram dados registrou cobertura de 61% para a vacina contra influenza em gestantes, de acordo com a OPAS. Para as vacinas contra tétano, difteria e coqueluche, o indicador informado foi de 77,3%.
Dados de cobertura informados pela OPAS para 2025
- 61%Cobertura contra influenzaEm metade dos países que notificaram dados
- 77,3%Tétano, difteria e coquelucheCobertura informada para gestantes
- 28 diasPeríodo neonatalPrimeiros dias de vida do bebê
| Vacina | Cobertura informada |
|---|---|
| Influenza | 61% |
| Tétano, difteria e coqueluche | 77,3% |
A organização ressalta que há diferenças expressivas entre os países e, em alguns casos, limitações nos dados disponíveis. Por isso, os percentuais não devem ser tratados como um retrato uniforme de toda a região.
Como as vacinas protegem mãe e bebê
De acordo com especialistas ligados à OPAS, a imunização materna reduz o risco de infecções potencialmente graves na gestante e no feto. Os anticorpos transferidos durante a gravidez também oferecem proteção ao recém-nascido nos primeiros meses de vida.
As recomendações variam conforme o país. Nas Américas, incluem vacinas contra influenza, coqueluche e COVID-19, enquanto a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR) vem sendo incorporada. Em determinadas circunstâncias, outras vacinas também podem ser administradas durante a gestação.
Registros e informação às gestantes
A OPAS defende a melhoria dos sistemas usados para acompanhar a vacinação na gravidez. Segundo a organização, a falta de integração entre registros de vacinas e prontuários pode dificultar o acompanhamento dos esquemas e a avaliação dos programas.
O órgão também aponta a necessidade de oferecer às gestantes informações claras sobre as vacinas recomendadas. Quais imunizantes são indicados depende das recomendações adotadas em cada país e das circunstâncias de cada gestação.
Com informações de revistagalileu.globo.com.
Foto de capa: Ruhrfisch (talk)/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

