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Saúde dos Idosos

Novas regras para doação de sangue passam a valer em 30 de setembro

Portaria do Ministério da Saúde reduz prazos para doar sangue após tatuagem e permite continuidade para doadores regulares acima de 70 anos.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
Ministério da Saúde
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Portaria do Ministério da Saúde amplia critérios de aptidão e reduz prazos após tatuagem, piercing e exames.

As novas regras para doação de sangue no Brasil, definidas pelo Ministério da Saúde na Portaria GM/MS nº 11.685/2026, passam a valer em 30 de setembro. A norma atualiza os critérios clínicos de aptidão dos hemocentros, com a redução de impedimentos temporários e mudanças para ampliar o número de pessoas aptas a doar sem alterar a triagem de segurança.

Entre as principais mudanças, doadores regulares que chegarem aos 70 anos poderão continuar doando, desde que passem por avaliação médica individual e estejam em boas condições de saúde. A portaria também reduz de 12 para quatro meses o período de espera após tatuagens e piercings, prazo que passa a ser o mesmo para quem realizou endoscopia ou colonoscopia.

Quem pode continuar ou voltar a doar

A nova regra retira o limite etário que impedia a coleta de sangue após os 70 anos. Segundo a hematologista Rafaela Ramos, professora de Medicina da Afya Marabá, a idade deixa de ser o único fator para definir se uma pessoa pode ou não doar, desde que ela seja doadora recorrente e esteja bem na triagem clínica.

InfográficoMudanças na doação de sangue

Portaria atualiza critérios e prazos de aptidão.

70 anos
Doadores regularespodem continuar sob avaliação
  • 30 de setembroInício das regrasentrada em vigor
  • 72 horasResultado da análiseaceitação da doação
  • 17Municípios atendidospelo hemocentro de Marabá
Fonte: Ministério da SaúdeSaúde em Família

A portaria também estabelece critérios de inaptidão temporária para pessoas que usam profilaxia pré-exposição, a PrEP, ou pós-exposição, a PEP, contra o HIV. Os períodos variam conforme o medicamento seja administrado por via oral ou injetável, informou a publicação.

Triagem e exames seguem obrigatórios

A flexibilização dos critérios não muda as etapas de segurança aplicadas às bolsas coletadas. De acordo com a enfermeira Alane Santos, do Hemocentro Regional de Marabá, amostras da doação são analisadas antes de o sangue ser liberado para uso.

Entre os exames citados pela profissional estão:

  • tipagem sanguínea e eletroforese;
  • HIV e HTLV;
  • hepatites B e C;
  • doença de Chagas e malária.

Segundo Alane, o retorno sobre a aceitação ou não de uma doação ocorre em 72 horas. A portaria também reforça a triagem relacionada ao compartilhamento de dispositivos usados para aplicar medicamentos injetáveis.

Estoques atendem 17 municípios no Pará

O Hemocentro Regional de Marabá abastece unidades de saúde de 17 municípios do sudeste do Pará. Conforme a enfermeira, uma bolsa coletada pode acondicionar até 640 mililitros e tem prazo de cerca de 30 dias para chegar a um receptor.

A expectativa do Ministério da Saúde e dos gestores dos bancos de sangue é que os novos critérios ampliem o número de doadores aptos, especialmente em períodos de maior dificuldade para manter os estoques, como feriados prolongados, férias escolares e meses de inverno.

O que muda para o doador

A partir de 30 de setembro, doadores frequentes com 70 anos ou mais poderão ser avaliados para continuar doando. Pessoas que fizeram tatuagem, piercing, endoscopia ou colonoscopia terão de aguardar quatro meses antes de se candidatarem à doação, sempre sujeitos à avaliação clínica do hemocentro.

Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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