Primeira etapa alcança 20 centros de tratamento; Ministério da Saúde prevê ampliar a oferta até o fim de 2026.
O Ministério da Saúde começou a ofertar nove medicamentos oncológicos pelo SUS em outubro de 2026. A primeira etapa ocorre em 20 centros de tratamento distribuídos pelas cinco regiões do país e abrange 13 indicações terapêuticas.
Segundo a pasta, a medida tem potencial para beneficiar mais de 116 mil pacientes com diferentes tipos de câncer. O ministério prevê levar esses tratamentos aos demais centros oncológicos do país até o fim de 2026, mas não informou uma data para cada unidade.
Quais medicamentos oncológicos entraram na lista do SUS
A nova oferta reúne os seguintes medicamentos, de acordo com o Ministério da Saúde:
- Abemaciclibe;
- Pazopanibe;
- Trastuzumabe;
- Acetato de lanreotida;
- Rituximabe;
- Abiraterona;
- Gefitinibe;
- Alfatirotropina (TSH recombinante);
- Sunitinibe.
A inclusão representa, segundo a pasta, uma ampliação de 35% nas alternativas de tratamento oncológico da rede pública. O investimento anual estimado na compra dos nove produtos é de R$ 155,4 milhões.
Para quais tipos de câncer os novos tratamentos são indicados
As 13 indicações contemplam casos de câncer de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e tumores neuroendócrinos. A indicação de cada remédio depende do tipo de tumor, da fase da doença e das características do paciente, conforme o Ministério da Saúde.
Entre os exemplos informados pela pasta, o abemaciclibe é indicado para determinados casos de câncer de mama precoce ou avançado; o pazopanibe, para câncer renal metastático. O trastuzumabe teve seu uso no SUS ampliado para incluir câncer de estômago ou da junção esofagogástrica. Algumas indicações se aplicam ao período após a cirurgia, mesmo sem sinais visíveis do tumor, para reduzir o risco de a doença voltar.
Onde os medicamentos já estão disponíveis
A oferta começou em 20 centros de tratamento nas cinco regiões brasileiras. A fonte não identifica as unidades participantes, nem informa como o paciente deve solicitar um desses medicamentos.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde para os novos medicamentos oncológicos no SUS.
- 13Indicações terapêuticas
- mais de 116 milPacientes previstos
- 20Centros na primeira etapa
- R$ 155,4 milhõesInvestimento anual estimadoCompra dos nove medicamentos
A previsão do Ministério da Saúde é estender a distribuição aos demais centros oncológicos até o fim de 2026. Por isso, o início da oferta não significa que todos os serviços já tenham recebido os nove produtos.
Como funciona a compra dos medicamentos oncológicos
A oferta integra a Assistência Farmacêutica Oncológica, criada no programa Agora Tem Especialistas. Para o conjunto de 23 medicamentos que pretende disponibilizar até dezembro de 2026, o governo federal definiu três formas de financiamento, segundo o Ministério da Saúde:
- Compra direta de dez medicamentos pela União;
- Mecanismos para os estados adquirirem outros nove;
- Aumento dos repasses para custear os quatro restantes.
O ministério estima em R$ 4 bilhões por ano o impacto financeiro do conjunto dessas medidas. A pasta também prevê atender toda a demanda pelos produtos contemplados, mas a fonte não detalha o calendário de chegada de cada medicamento aos serviços.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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