Levantamento divulgado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia mostra crescimento da fila; autorização da família é necessária para a doação.
O Brasil tem 37.719 pessoas à espera de um transplante de córnea, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgados às vésperas do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. Em dezembro de 2025, a lista tinha 32.639 pacientes.
O transplante é indicado quando a córnea perde a transparência ou sofre danos estruturais que comprometem a visão e não há outra forma de recuperar sua função, explica Luiz Brito, oftalmologista e chefe do Setor de Córnea do H.Olhos. A doação do tecido só pode ocorrer após a morte, com autorização expressa da família.
Quem recebe prioridade
Segundo a CNN Brasil, pacientes com perfurações ou infecções graves que não respondem a medicamentos têm prioridade na fila. A regra também contempla crianças menores de sete anos com opacidade nos dois olhos. Infecções, traumas e condições congênitas estão entre as causas de opacidade da córnea citadas pela reportagem.
Como funciona a doação
O tecido pode ser retirado de doadores após morte encefálica ou parada cardíaca. No segundo caso, a retirada deve ocorrer em até 6 horas, prazo que pode chegar a 12 horas se o corpo for mantido sob refrigeração.
Dados sobre a espera, a prioridade e a retirada do tecido.
- 37.719Pessoas na filaAguardam transplante de córnea
- 6 horasRetirada após parada cardíacaPrazo para retirar o tecido
- 12 horasCom refrigeraçãoPrazo possível para retirar o tecido
Antes do transplante, médicos avaliam o histórico clínico do doador e fazem exames para descartar doenças infecciosas. O tecido é então conservado e classificado conforme sua qualidade. De acordo com a CNN Brasil, usar óculos ou lentes de contato, assim como ter miopia, astigmatismo ou hipermetropia, não impede a doação.
O que muda na cirurgia
O transplante nem sempre exige a substituição de toda a córnea. Nos procedimentos chamados lamelares, apenas a camada afetada é trocada, preservando-se o tecido saudável.
Quando o problema está na camada mais interna, o novo tecido pode ser fixado dentro do olho sem suturas externas, segundo a reportagem. Alternativas como terapias celulares e córneas artificiais são estudadas, mas o tecido humano doado ainda é necessário na ampla maioria dos casos.
Com informações de CNN Brasil.
Foto de capa: John Ricks/Wikimedia Commons (Public domain)

