Após a morte de Laís Celoni, seus pais autorizaram a doação do coração e dos rins; três crianças receberam os órgãos.
Uma lei de incentivo à doação de órgãos em Araçatuba, no interior de São Paulo, foi criada após a história de Laís Machado Celoni, que morreu aos 3 anos. Seus pais, Aline Machado Celoni e João Paulo de Oliveira Celoni, autorizaram a doação dos órgãos da filha depois da confirmação da morte encefálica, em junho de 2025.
Segundo o g1, o coração e os rins de Laís foram destinados a transplantes e beneficiaram três crianças. A criação da lei foi marcada por uma cerimônia na quinta-feira (24), poucos dias antes do Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado neste domingo (27).
A decisão da família
Aline contou ao g1 que Laís estava internada na UTI pediátrica da Santa Casa de Araçatuba com uma hemorragia cerebral. Foi durante essa internação que os pais receberam a confirmação da morte encefálica e decidiram autorizar a captação dos órgãos.
A história da família chegou às autoridades municipais e deu origem à legislação local. O relato de Aline também foi divulgado em vídeo por ocasião da data nacional dedicada ao tema.
Cerimônia em Araçatuba
A solenidade de criação da lei ocorreu no Salão Azul do Paço Municipal. Estiveram presentes autoridades, profissionais de saúde, pessoas ligadas à doação e aos transplantes, além de familiares e amigos de Aline e João Paulo.
Durante o encontro, os participantes escreveram palavras em folhas artificiais e as colocaram em uma árvore montada para a cerimônia. A atividade propôs uma reflexão sobre o legado deixado pela doação.
Data de conscientização
A lei estabelece 27 de setembro como data anual de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos em Araçatuba, seguindo o calendário nacional. O dia também é o aniversário de Laís, segundo o g1.
Os marcos da história relatada pelo g1
- junho de 2025Autorização da doaçãoApós confirmação da morte encefálica
- quinta-feira (24)Cerimônia da leiRealizada no Paço Municipal
- 27 de setembroData de conscientizaçãoMarco anual previsto na lei
Com informações de g1.

