Dor, hematomas e aumento desproporcional nas pernas ou braços são sinais que devem ser investigados por um profissional.
Dor ao toque, sensibilidade, inchaço, sensação de peso e hematomas recorrentes, acompanhados de aumento desproporcional das pernas ou dos braços, podem estar relacionados ao lipedema. A condição pode ser confundida com obesidade ou tratada apenas como uma questão estética, o que pode atrasar a investigação médica.
Segundo Bruna Makluf, nutricionista e diretora de Nutrição da WeFit, o diagnóstico é clínico: considera o histórico da paciente, os sintomas e o exame físico. Não há um teste isolado capaz de confirmar o lipedema, e exames complementares podem ser solicitados para investigar outras causas, mas não estabelecem o diagnóstico por conta própria.
Sinais que merecem atenção
No lipedema, o acúmulo de gordura costuma ocorrer de forma bilateral, simétrica e desproporcional. As pernas são as áreas mais afetadas, embora os braços também possam apresentar alterações; pés e mãos geralmente são preservados.
A combinação de manifestações deve ser avaliada por um profissional de saúde. Entre os sinais citados estão:
- dor e sensibilidade ao toque;
- sensação de peso e inchaço;
- hematomas frequentes;
- desproporção entre tronco e membros;
- limitações nas atividades da rotina.
Esses sintomas, isoladamente, não confirmam lipedema. Eles também podem se sobrepor aos de obesidade, linfedema e alterações circulatórias, de acordo com a fonte.
Perda de peso pode não resolver os sintomas
Obesidade e lipedema podem coexistir, mas têm características diferentes. Enquanto o excesso de tecido adiposo associado à obesidade pode atingir várias regiões do corpo, no lipedema a distribuição tende a ser mais concentrada e desproporcional nos membros.
A perda de peso pode trazer benefícios à saúde metabólica, à mobilidade e à qualidade de vida, mas não necessariamente elimina a diferença de volume entre tronco e membros nem sintomas como dor e sensibilidade. Para Makluf, o peso corporal, sozinho, não explica todo o quadro.
Acompanhamento pode envolver várias áreas
O cuidado deve ser individualizado conforme os sintomas, as condições de saúde e as necessidades de cada paciente. A fonte cita que a abordagem pode reunir adequação nutricional, atividade física, fisioterapia, terapia de compressão e avaliação de diferentes especialidades.
Restrições alimentares severas sem acompanhamento podem reduzir o peso sem controlar os sintomas e ainda favorecer perda de massa muscular, deficiências nutricionais e piora na relação com a alimentação. No acompanhamento nutricional, podem ser avaliados composição corporal, exames laboratoriais, saúde intestinal, rotina e hábitos alimentares.
Quando buscar avaliação
A avaliação médica é recomendada quando mudanças no volume das pernas ou dos braços vierem acompanhadas de dor, sensibilidade, hematomas frequentes, inchaço ou prejuízos à rotina. Segundo a fonte, investigar cedo pode ajudar no planejamento do cuidado e no controle dos sintomas.
Com informações de terra.com.br.

