Recurso pode complementar exercícios e reabilitação, mas não substitui o treino nem deve ser usado por todos.
A eletroestimulação muscular pode aumentar a ativação dos músculos quando combinada com exercícios, mas não substitui a atividade física. A avaliação é do fisioterapeuta José Ordenes, ouvido em reportagem publicada pelo Terra em 25 de outubro de 2026.
Segundo Ordenes, o recurso pode contribuir para a força, a resistência e a recuperação muscular. Seu uso, porém, exige orientação profissional e uma avaliação prévia das contraindicações.
O que é eletroestimulação muscular
A eletroestimulação muscular é um recurso em que um aparelho provoca contrações e relaxamentos dos músculos. Segundo o material de referência sobre o tema, ela é utilizada por profissionais como fisioterapeutas e educadores físicos.
Eletroestimulação funciona sem exercício?
A eletroestimulação pode complementar o treino, mas, sozinha, não oferece todos os benefícios do exercício convencional. Ordenes afirma que a combinação pode recrutar fibras musculares que nem sempre são ativadas apenas pela atividade física. Já o treino convencional também traz benefícios para a saúde cardiovascular, a coordenação e o bem-estar, que o aparelho não substitui.
Para que serve na fisioterapia?
Na reabilitação, a eletroestimulação pode ser usada como recurso complementar. De acordo com Ordenes, a aplicação sem movimento pode ajudar no alívio da dor, na redução de inflamações e na prevenção da atrofia muscular em pacientes imobilizados. O fisioterapeuta também cita seu uso na recuperação após lesões, mas ressalta que ela não deve ser o único tratamento.
Quem não deve usar e quais são os cuidados?
Segundo Ordenes, a eletroestimulação não deve ser usada por pessoas com:
- Marcapasso ou outro dispositivo eletrônico implantado;
- Gravidez;
- Epilepsia;
- Condições cardíacas severas.
A aplicação também deve ser evitada em áreas com trombose, tromboflebite, feridas abertas, pele irritada ou implantes metálicos. Antes do uso, o profissional deve avaliar o paciente e verificar as condições do equipamento, afirma o fisioterapeuta.
Foto de capa: Gciriani/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)




