Especialistas dizem que o ritual pode reduzir estímulos antes de dormir, desde que seja feito com segurança.
Tomar banho com pouca luz antes de dormir pode ajudar algumas pessoas a relaxar ao reduzir os estímulos visuais do fim do dia. A prática, popularizada nas redes sociais, consiste em diminuir ou apagar a iluminação do banheiro durante o banho como parte da preparação para o sono.
Segundo as psicólogas e neuropsicólogas Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa e Cristiane Belmonte, o possível benefício está ligado à sensação de pausa e à construção de uma rotina noturna. Elas alertam, porém, que o hábito não substitui tratamento para insônia crônica ou alterações do ritmo circadiano.
O que pode favorecer o relaxamento
Para Anastacia, reduzir a luz à noite diminui uma das informações que mantém o cérebro em alerta. A combinação de iluminação mais baixa com um banho morno e confortável pode, assim, tornar o ambiente mais propício ao descanso.
Cristiane afirma que a escuridão reduz o estímulo visual recebido pelo cérebro e pode ajudar a pessoa a se desligar da agitação diária. O efeito, no entanto, não é igual para todos: enquanto alguns se sentem mais tranquilos, outros podem ter desconforto ou ansiedade.
O ritual só faz sentido quando traz bem-estar. De acordo com Cristiane, uma prática que aumenta a ansiedade não cumpre a função de preparar a pessoa para dormir.
Não é solução para problemas persistentes
As especialistas afirmam que ainda não há evidências suficientes para dizer que o banho no escuro trate insônia crônica ou distúrbios do ritmo circadiano. O banho pode integrar a preparação para o sono, mas não resolve necessariamente a causa de um problema já instalado.
Anastacia destaca que uma sequência previsível antes de deitar pode ser mais relevante do que buscar um ritual específico. Depois do banho, evitar retomar imediatamente o uso de celular, computador ou televisão também ajuda a manter a redução de estímulos proposta pela rotina.
Segurança no banheiro
A pouca visibilidade em um banheiro molhado aumenta o risco de tropeços e quedas, especialmente entre pessoas com dificuldade de locomoção. Por isso, Anastacia recomenda não deixar o espaço completamente escuro.
Uma luz indireta e fraca pode reduzir os estímulos luminosos sem comprometer a visão do ambiente. Dessa forma, quem se sentir confortável com a prática pode incluí-la na rotina noturna sem transformar o banho em um risco.
Com informações de dol.com.br.

