Plataforma gratuita para profissionais será adaptada a cerca de 100 países de baixa e média renda.
A Anthropic e a plataforma de conhecimento médico OpenEvidence anunciaram nesta semana uma parceria para levar ferramentas de apoio ao diagnóstico baseadas em inteligência artificial a profissionais de saúde de países de baixa e média renda. A versão especializada será oferecida gratuitamente em cerca de 100 países, entre eles Uganda, Angola, Sudão, Haiti e Mongólia.
Segundo as empresas, a iniciativa busca ampliar o acesso à literatura médica, a especialistas e à educação continuada em locais onde essas limitações podem afetar o atendimento aos pacientes. A tecnologia da Anthropic dará suporte ao sistema, enquanto a OpenEvidence fará adaptações conforme a infraestrutura de saúde de cada região.
Ferramenta reúne evidências médicas
A OpenEvidence responde a perguntas de médicos com base em pesquisas revisadas por pares e diretrizes de tratamento. A plataforma já é gratuita para profissionais nos Estados Unidos e no Canadá.
Dados informados pela OpenEvidence e pelas empresas parceiras.
- 100 paísesPaíses atendidosinclui Angola e Haiti
- 42 milhõesConsultas em agostopor médicos dos EUA
- 24 horas por diaEletricidade nas unidadesnem todas dispõem
Daniel Nadler, fundador da OpenEvidence, afirmou que o acesso ao conhecimento médico não deveria variar conforme a localização geográfica. Em agosto, médicos dos Estados Unidos fizeram 42 milhões de consultas à plataforma, segundo ele.
A empresa informou anteriormente que trabalha com organizações de saúde de Ruanda e Botsuana para adequar as ferramentas a cenários em que os padrões de doenças, a capacidade de diagnóstico e os tratamentos disponíveis diferem dos países mais ricos.
Adaptação às condições locais
A expansão ocorre enquanto sistemas de saúde avaliam se a inteligência artificial generativa pode ajudar diante da falta de médicos e especialistas. Defensores da tecnologia dizem que ela pode tornar mais rápida a busca por grandes volumes de informação médica; críticos alertam que sistemas treinados sobretudo com dados de países de alta renda podem não refletir a prática local.
Nadler disse que as adaptações consideram as condições de cada local. De acordo com ele, mesmo em unidades sem eletricidade disponível 24 horas por dia, muitos médicos têm smartphones, o que pode permitir o acesso a informações médicas no ponto de atendimento.
Ahmed Bendary, cardiologista da Universidade de Benha, no Egito, avaliou que levar o recurso além dos Estados Unidos e da Europa pode representar avanço em regiões onde há acesso limitado a assinaturas institucionais de revistas científicas. Os termos financeiros da parceria não foram divulgados.
O que muda para profissionais de saúde
A nova versão da OpenEvidence será gratuita para profissionais de saúde em dezenas de países de baixa e média renda. As empresas afirmam que a ferramenta será ajustada às realidades regionais, incluindo os recursos de diagnóstico e os tratamentos disponíveis.
Com informações de infomoney.com.br.

