Uso prolongado de telas, pouca luz natural e histórico familiar podem interferir no quadro, segundo oftalmologista.
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A miopia infantil faz com que a criança enxergue bem de perto, mas tenha dificuldade para focalizar objetos distantes. Em orientações divulgadas em 22 de setembro, o oftalmologista Celso Cunha, consultor da HOYA Vision Care, alertou que informações erradas sobre o problema podem retardar a avaliação e o acompanhamento adequado.
A condição tem crescido no mundo, segundo o material, em meio a hábitos como o uso prolongado de dispositivos eletrônicos e o pouco contato com a luz natural. A identificação precoce permite corrigir a visão e acompanhar a evolução do grau, afirmou o especialista.
Mitos que podem atrasar o cuidado
Exercícios visuais ou a chamada ginástica ocular não eliminam nem reduzem o grau da miopia, de acordo com o oftalmologista. A condição não desaparece espontaneamente na infância e não tem cura definitiva, embora existam formas de corrigir a visão e lentes específicas que podem desacelerar a progressão do grau sob acompanhamento médico.
Também é mito que os óculos aumentem o grau ou enfraqueçam a visão. Eles corrigem o foco e podem colaborar para o desenvolvimento visual da criança, com reflexos nas atividades escolares e cotidianas.
A leitura em ambiente pouco iluminado pode causar cansaço e desconforto temporários, mas não modifica de forma definitiva a estrutura do olho. Ainda assim, o material recomenda que leitura e estudo sejam feitos em locais bem iluminados, pois muitas tarefas de perto com pouca luz podem alterar o contraste visual e favorecer estímulos ligados ao maior crescimento ocular.
Telas, luz natural e herança familiar
O tempo prolongado em celulares, tablets e computadores aumenta a dedicação a atividades de perto. Quando esse hábito ocorre sem pausas e se soma a pouco tempo em áreas abertas, pode contribuir para o avanço da miopia infantil, segundo o especialista.
Passar mais tempo ao ar livre e ter contato com a luz natural pode retardar o aparecimento ou a progressão do problema. A recomendação apresentada é equilibrar estudos e telas com brincadeiras em ambientes externos, como parques, praia e campo.
Ter pai ou mãe com miopia eleva a chance de a criança desenvolver a condição, mas a genética não é o único fator. Hábitos visuais, excesso de atividades de perto e pouca exposição à luz natural também podem interferir.
O que observar na rotina
Alguns comportamentos podem indicar dificuldade para enxergar de longe e justificam avaliação oftalmológica:

- apertar os olhos para tentar focalizar;
- aproximar excessivamente objetos do rosto;
- evitar atividades que exigem visão à distância;
- perder o interesse por esportes.
Alterações visuais também podem ser confundidas com falta de atenção, informa o material. A consulta é indicada mesmo sem queixas, especialmente se houver histórico familiar ou dificuldade para enxergar de longe.
Acompanhamento desde a infância
Em graus mais altos, a miopia pode provocar alterações estruturais ao longo da vida adulta e aumentar o risco de problemas como descolamento de retina, glaucoma, catarata precoce e maculopatia miópica. Por isso, o acompanhamento da progressão desde a infância é apontado como uma forma de identificar mudanças e adotar medidas de controle quando necessárias.
Com informações de gauchazh.clicrbs.com.br, terra.com.br, cartacapital.com.br.

