Alimentação, sono, exercícios de força e movimento ao longo do dia fazem parte dos hábitos associados à redução desse tipo de gordura.
A gordura visceral se acumula ao redor de órgãos no abdômen e não desaparece com um único exercício. Segundo levantamento publicado pelo O Povo em 27 de setembro, alimentação, sono, exercícios de força e movimento ao longo do dia precisam ser considerados em conjunto, especialmente após os 40 anos, quando o corpo passa a queimar menos gordura.
Diferente da gordura localizada sob a pele, a gordura visceral pode estar presente mesmo em pessoas magras. Seu acúmulo excessivo está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, além de processos inflamatórios.
Alimentos e bebidas que merecem atenção
O levantamento reúne evidências sobre três grupos cujo consumo excessivo pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal:
- Bebidas alcoólicas, sobretudo quando o consumo passa de quatro porções por dia.
- Bebidas, doces e ultraprocessados com muito açúcar livre.
- Frituras ricas em gorduras saturadas e trans.
Em um estudo com 559 adolescentes, maior consumo de frutose esteve associado a mais gordura visceral. O texto também aponta pesquisas com adultos na mesma direção, mas não informa seus métodos ou resultados detalhados. Para as frituras, apresenta preparações assadas ou cozidas como alternativa.
O papel das fibras e da proteína
Frutas, legumes, leguminosas e cereais integrais fornecem fibras solúveis. Uma análise com 1.114 pessoas, citada pelo O Povo, encontrou queda média de 3,7% na gordura visceral para cada 10 gramas diárias dessas fibras incluídas na alimentação. O levantamento também relata associação entre o consumo de três ou mais porções diárias de cereais integrais e menores níveis de gordura visceral.
Dados reunidos em levantamento publicado pelo O Povo sobre gordura visceral.
- 559Estudo sobre frutoseAdolescentes avaliados
- 1.114Análise sobre fibrasPessoas acompanhadas
- 617Pesquisa sobre proteínaParticipantes
Outra pesquisa, com 617 participantes, associou maior consumo de proteína a menos gordura visceral. Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas são fontes mencionadas no levantamento, que também relaciona a proteína à sensação de saciedade.
Hábitos além da alimentação
Dormir bem, praticar exercícios de força e movimentar-se ao longo do dia completam o conjunto de hábitos descrito pelo levantamento. Nenhuma dessas medidas, isoladamente, é apresentada como solução para a gordura visceral. A proposta é manter mudanças de rotina ao longo do tempo, em vez de apostar em um único exercício ou alimento.
Com informações de opovo.com.br.
Foto de capa: Shixart1985/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

