Projeto em análise na Assembleia Legislativa prevê levantamento periódico de animais domiciliados, comunitários e em situação de rua.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), apresentou um projeto para criar um censo de cães e gatos no estado. A proposta, apresentada em 14 de outubro de 2026, busca reunir dados para orientar ações de vacinação, castração e proteção animal.
O Projeto de Lei nº 1161/2026 ainda tramita na Assembleia Legislativa e depende da análise dos parlamentares. Chamado de Censo Animal, o levantamento seria realizado periodicamente nos municípios de Mato Grosso.
O que é o censo de cães e gatos
O censo de cães e gatos proposto é um levantamento da quantidade e das condições desses animais em Mato Grosso. Segundo o texto do projeto, a coleta deve ocorrer a cada cinco anos e reunir informações que ajudem a planejar políticas de proteção e controle populacional.
Quais animais entrariam no levantamento
O projeto inclui cães e gatos que vivem em domicílios, animais comunitários e aqueles em situação de rua. Para cada grupo, o levantamento deverá identificar o sexo dos animais e sua situação de vacinação e castração.
Como o Censo Animal funcionaria
Se a proposta for aprovada, o Poder Executivo deverá indicar uma secretaria estadual para realizar o censo. O projeto permite parcerias com organizações não governamentais e instituições de ensino, mas não informa como seria feito um eventual cadastro pelos tutores.
Etapas previstas no projeto apresentado em Mato Grosso.
- 1Indicar secretariaExecutivo define o órgão responsável
- 2Levantar informaçõesContar animais e registrar vacinação e castração
- 3Integrar os dadosEnviar informações ao SinPatinhas
Os dados também deverão ser integrados ao Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas, respeitando as regras de proteção de informações pessoais. A proposta não estabelece, no material divulgado, uma data para o início da coleta.
Para que os dados seriam usados
O levantamento serviria para identificar as necessidades de cada município e orientar a distribuição de recursos para vacinação, castração e proteção animal. Na justificativa do projeto, Max Russi afirma que a falta de dados atualizados dificulta o planejamento dessas ações.
Foto de capa: Edmilson sanches/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

